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Dota 2: entrevista com Lelis, capitão da paiN Gaming

O jogador é capitão da equipe de Dota 2 da paiN Gaming

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Rodrigo Lelis “Lelis” Santos, nascido em 24 de novembro de 1996, atualmente Offlaner da equipe de Dota 2 da paiN Gaming, já passou por times como Flying Penguins, paiN X, SG e-sports, Midas Club Elite e Keyd Stars.

Em entrevista ao Pichau Arena, Lelis comentou sobre como começou a jogar Dota 2, sua experiência na região norte-americana e deu sua opinião sobre o sistema DPC (Dota Pro Circuit), circuito de acesso ao The International.

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Entrevista – Lelis

Pichau Arena: Poderia nos contar como foi o seu início no Dota?

Lelis: Um amigo meu de escola (Jannotti) me mostrou o jogo na casa dele e me emprestou o CD do wc3 (Warcraft 3) pra eu dar uma brincada. Gostei do game e viciei muito rápido. Joguei Battlenet, Garena, migrei pro HoN e por fim o Dota 2.

Pichau Arena: Muito se comenta sobre a sua decisão de abdicar do curso de Medicina para focar no Dota. Poderia nos contar mais sobre essa história?

Lelis: Eu nunca fiz Medicina. Na verdade fiz dois anos de Engenharia Mecânica na UFMG e desisti do curso pra tentar passar em Medicina. Acabei não passando no ano que fiz vestibular e voltei a jogar Dota.

Pichau Arena: Como foi a sua experiência no cenário NA (norte-americano) de Dota 2? Está muito à frente do SA (sul-americano)?

Lelis: O cenário NA em termos de estratégia e qualidade de players está à frente do SA por ter mais experiência em LANs internacionais. Aprendi muito quando joguei no NA.

Pichau Arena: Você poderia nos dar a sua opinião sobre o atual sistema do Dota Pro Circuit (DPC)?

Lelis: Gosto do sistema do DPC. Acho que ele precisa de alguns ajustes como ter regras mais sólidas e concretas, mas é um sistema que dá bastante oportunidade para todas as regiões. Existe a discussão de como o sistema não beneficia times Tier 2 e 3 que também poderia ser melhorado.

A paiN Gaming recentemente garantiu vaga na EPICENTER Major (Foto: Reprodução/paiN Gaming)

Pichau Arena: Muitos jogadores de cenários mais “fortes” se deslocam para a região sul-americana para buscar uma classificação mais fácil para os torneios da Valve. Podemos citar a equipe da Infamous, que é uma organização peruana, mas possui apenas um player SA na line. Você acha que essa prática deveria ser proibida?

Lelis: Acho que se tiver regras concretas sobre o que pode e não pode seria mais fácil de julgar.

Pichau Arena: Em sua opinião qual o dream team SA? E mundial?

Lelis: Não tenho um dream team, dota é um jogo onde trabalho em equipe é mais importante que skill individual. Nem sempre os cinco melhores players em cada função serão o melhor time.

Pichau Arena: Os jogadores brasileiros, mesmo atuando em um cenário com pouco apoio financeiro, já conseguiram bons resultados Internacionais. Como é a visão de outras regiões sobre os players brasileiros?

Lelis: Só posso dizer sobre o NA. Eles sabem que os jogadores tem potencial, mas que lhes falta experiência e tática nos jogos.

Pichau Arena: Por fim, gostaria de enviar uma mensagem para o público que acompanha e admira o seu trabalho?

Lelis: Obrigado a todos que me apoiam desde o início da minha carreira e que apoiam o nosso time. #gopain

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