– TSMC pode deixar de oferecer tratamento prioritário à Apple
– Apple agora compete com grandes clientes por capacidade de produção
– Crescimento do mercado de IA está redesenhando a cadeia global de semicondutores
De acordo com uma publicação do WCCFTech da última terça-feira (20), a relação de décadas entre Apple e TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company), até então símbolo de parceria estratégica no setor de chips, pode estar passando por uma virada histórica.
Informações recentes de fontes do setor indicam que a TSMC pode deixar de oferecer tratamento prioritário à Apple, principalmente quando se trata do acesso às suas capacidades de fabricação de ponta.
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É importante entender que essa mudança reflete principalmente a enorme demanda por semicondutores avançados impulsionada por clientes focados em inteligência artificial (IA), como NVIDIA e AMD.
O contexto da mudança

Durante anos, a Apple foi vista como o cliente de maior destaque da TSMC, garantindo acesso preferencial aos nós de processo mais avançados da foundry. No entanto, recentes relatórios de analistas apontam que essa posição está mudando.
Especialistas destacam que a demanda por chips dedicados a aplicações de IA, que ocupam mais área de wafer e trazem maior retorno para a fabricante, tornou clientes como NVIDIA mais influentes na alocação de capacidade da TSMC.
A verdinha, em particular, já teria ultrapassado a dona dos iPhones em volume de receitas em alguns trimestres recentes, colocando a marca em disputa direta por espaço de produção.
TSMC elevando preços
Segundo um informante no Weibo, o CEO da TSMC teria visitado a Apple exigindo um aumento grande de preços nos contratos, sugerindo que o período de tratamento especial está em revisão.
A notícia gerou repercussões no mercado, pois indica que a Apple pode, em breve, perder prioridades concedidas historicamente nos lotes mais avançados de fabricação e passar a competir com outros grandes players pela capacidade de produção de chips de última geração.
Por fim, vale destacar que a realocação de foco não significa que a empresa da maçã deixará de ser cliente da gigante taiwanesa, mas sim que a dinâmica contratual está mudando.