– Loja em Akihabara pede clientes que vendam PCs usados devido à falta de estoque e escassez de RAM
– Escassez de RAM, SSDs e GPUs causada por demanda por IA e datacenters
– Computadores antigos estão valorizando no mercado de usados
Conforme publicado pelo PC Gamer na última segunda-feira (12), uma crise inédita no mercado de hardware para PC está gerando medidas dramáticas no varejo japonês.
Em Akihabara, bairro de Tóquio famoso como um centro de compras de eletrônicos, a loja Sofmap Gaming foi às redes sociais para fazer um apelo inesperado: “qualquer PC serve, compraremos praticamente qualquer máquina usada” dos clientes para preencher prateleiras vazias.
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A mensagem, publicada no X, agradecia aos clientes e pedia que, se comprassem um novo computador, considerassem vender o antigo à loja, prometendo pagar preços relativamente altos por desktops ou notebooks, sejam eles gamers ou sistemas convencionais.
Uma foto compartilhada mostrou praticamente nenhuma unidade nas prateleiras de um estabelecimento de três andares, refletindo a falta de estoques de hardware disponível.
A crise é real

O apelo inusitado ocorre em meio a uma seca de componentes e sistemas completos que tem afetado o mercado global. A crise começou a ganhar força no final de 2025, quando diversos fornecedores de memória e componentes começaram a restringir produção ou priorizar grandes compradores corporativos e datacenters de IA.
Esse movimento levou a aumentos de preço acentuados em RAM, com módulos DDR5 multiplicando de preço em meses, e à falta de GPUs e especiarias hardwares populares.
O resultado é que lojas especializadas estão sendo forçadas a recorrer ao mercado de usados para sustentar vendas e atender clientes. Além da Sofmap, outras redes teriam pausado pedidos de novas máquinas ou limitado a venda de componentes como RAM, SSDs e HDDs devido à falta de estoque.
O que dizem os especialistas do setor?
Vale destacar que o fenômeno é visto por analistas do Tom’s Hardware como um reflexo direto da forte demanda por chips e componentes por parte de grandes compradores corporativos, que focam em inteligência artificial e data centers, e esvaziam a cadeia de suprimentos disponível ao público em geral. Enquanto isso, lojas menores tentam se adaptar a uma realidade onde até peças básicas de PC se tornam difíceis de obter.