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– Jogos podem ajudar na regulação emocional
– Os títulos podem ajudar na tolerância à frustração
– Efeito varia conforme jogo, pessoa e momento
Os jogos nem sempre significam uma explosão de estímulos. Em alguns casos, jogar também pode funcionar como uma forma de desacelerar a mente. Alice Gobbi, engenheira de games, neurocientista e criadora de conteúdo, explica como diferentes experiências nos jogos podem influenciar estados emocionais.
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Segundo Alice, o cérebro opera com sistemas que participam na forma como os humanos lidam com ameaças, emoções e decisões. Entre eles, estão estruturas ligadas ao sistema límbico, e o córtex pré-frontal. Com isso, alguns jogos conseguem criar um ambiente favorável para autorregulação emocional.
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O que acontece no cérebro durante o jogo
De acordo com a especialista, quando um jogo traz um ritmo mais controlado, previsibilidade, o título pode facilitar a entrada em um estado conhecido como flow. Esse estado acontece quando a atividade exige atenção, mas não gera sobrecarga no cérebro.
Com isso, Alice cita como exemplo títulos mais tranquilos e de progressão, como Journey, Stardew Valley, Animal Crossing e Abzu.

A lógica, segundo a análise, é que esse tipo de jogo ocupa a mente com uma tarefa organizada, o que pode ajudar a reduzir um ciclo repetitivo de pensamentos ansiosos.Em vez de deixar o cérebro “solto” com uma série de preocupações, o jogo direciona a atenção para as pequenas metas e tarefas.
No entanto, nem só os jogos mais tranquilos podem ajudar. Segundo a especialista, títulos difíceis também podem ser positivos quando o desafio ainda é dominável. Isso porque esse processo pode aumentar a tolerância à frustração e a persistência.
Nem todo jogo faz bem em qualquer momento
A verdade é que não existe uma resposta universal sobre se os jogos fazem bem ou mal. Tudo isso vai depender do tipo de jogo, estado emocional da pessoa e contexto em que ela joga. Com isso, Alice fala sobre conseguir parar, fazer intervalos e não ficar preso a uma sensação de urgência artificial no jogo.