VALORANT: Sacy fala sobre nostalgia e problemas dos times brasileiros em 2026

Durante as finais do VCT 2026: Américas Stage 2 (VALORANT Champions Tour), em São Paulo, a redação da Pichau Arena entrevistou o streamer e ex jogador profissional Gustavo “Sacy” Rossi. Em uma conversa que passou por momentos de nostalgia, Sacy também analisou o que deu errado com os times brasileiros durante o split e ao longo da temporada.

Leia mais

Sacy é um dos maiores nomes da história do VALORANT e construiu uma carreira marcada por títulos importantes. Pela LOUD, o brasileiro conquistou o VALORANT Champions 2022, primeiro e único título mundial de um time brasileiro, e, posteriormente, venceu o Masters Madrid 2024 pela Sentinels.

VALORANT: Sacy fala sobre nostalgia e problemas dos times brasileiros em 2026 sacy 1
Foto: reprodução/Riot Games

Anos depois, durante a classificação da atual LOUD para o VALORANT Champions Xangai 2026 no último sábado (5), Sacy revelou ter sentido uma nostalgia ao acompanhar o jovem elenco garantir a vaga no Champions. Além de ter elencado o que acha que deu errado em cada time brasileiro durante o ano como um todo e neste split, no caso da Leviatán. Confira a entrevista com o streamer.

ENTREVISTA COM SACY, EX-JOGADOR E ATUAL STREAMER DO MIBR

Pichau Arena: Durante a classificação da LOUD você pareceu um pouco emocionado, queria entender se rolou algum tipo de flashback, se você se viu no lugar dos meninos.

Sacy: “Cara, assim, flashback com certeza teve. É que eu acho que a participação pra Champions, quando era no Brasil, era diferente, né? Porque a gente não tinha que jogar contra uma NRG, eu acho que hoje em dia seja muito mais difícil, né, você se classificar pra Champions. A gente tinha menos vagas de certa forma no Brasil, mas a correria, o trabalho, eu acho que fez eu ter esses flashbacks também, né, porque acho que acompanhar a evolução da LOUD foi da hora, foi um momento muito legal pro torcedor, pra quem acompanha o cenário de VALORANT.”

“Então, assim, eu fiquei mais emocionado no sentido de ver os moleques reagindo, acho a reação deles, né, porque acho que é a primeira vez que eles vão jogar Champions e tudo mais. Eu passei por isso também. Então acho que foi mais um momento nostálgico.”

Pichau Arena: A NRG tinha um recorde impecável na Lótus, e ela foi o último mapa da série contra a LOUD. Você, falando como torcedor, quando chegou nesse momento pensou que poderia dar ruim ou que tudo daria certo?

Sacy: “Cara, assim, quando você enfrenta uma série MD5 e vai pro quinto mapa, normalmente esses stats de se o time é melhor ou pior nesse mapa, eu acho que não existem tanto. Eu acho que é mais momento de jogo e momento que o time se encontra ali no meio da partida. Então, pela minha experiência também, acho que no quinto mapa isso não importa tanto.

“A gente, como torcedor, obviamente fica meio preocupado em relação aos números, aos stats e tudo mais. Eu até falei brincando na live, mas quem joga, quem compete, sabe que nesses momentos não existe isso de ‘pô, stats, eles nunca perderam naquele mapa’, já faz mais de um ano que isso aconteceu. Então isso aí não importa nada no jogo, não.”

Rodada rápida sobre por que os times brasileiros, ou majoritariamente brasileiros, não deram certo neste ano ou no Stage 2:

VALORANT: Sacy fala sobre nostalgia e problemas dos times brasileiros em 2026 sacy 4
Foto: reprodução/Riot Games

MIBR

Sacy: “Cara, difícil ter certeza de algo ali, né, porque a gente não tá lá dentro pra saber. Mas, olhando de fora, talvez tenha faltado liderança, eu acho, dentro da equipe. É uma coisa que importa muito em relação ao coletivo da equipe, né? Muitos rounds eram resolvidos no individual do jogador, o que é uma coisa boa também, mas faltou esse coletivo, de se entender dentro do servidor, jogar junto. Então, eu acho que isso fez com que o BR não se encontrasse, não conseguisse criar uma identidade dentro do jogo.”

FURIA

Sacy: “A FURIA, cara, acho que é outra questão, porque eles mudaram jogadores, né? Acabaram tirando o Alym e o Nerve, com a entrada do basic. A FURIA demorou um pouco pra entrar no meta também, né, de colocar o basic de duelista, acho que ele não tava muito confortável também, o shaw comentou isso em entrevista. E ali já era tarde demais, né? Então, esses times tentaram arrumar as coisas no meio do campeonato, em vez de terem arrumado antes. Então acho que isso custou também.”

KRU Esports

Sacy: “Pô, mano, é um time que, sendo sincero, de fora não dá pra entender o que deu errado. Acho que é uma coisa mais interna, e é uma coisa que a gente talvez nunca vá saber, né, o que aconteceu.”

LEVIATÁN no Stage 2

Sacy: “A Leviatán, eu acho que eles entenderam o meta novo que ia ser jogado no Champions, mas não tiveram tanto tempo pra se adaptar. Eu acho que eles tentaram forçar muito o Neon de Yoru por conta da Operator dele, né, e colocar o Sato de Omen não era a mesma Leviatán que a gente tava acostumado. Então foi um pouco arriscado, mas eu entendo a mudança no meio dos playoffs ali, né? Eles acabaram mudando, tiveram duas semanas de treino, talvez tenha dado certo no treino, mas chegou na hora do campeonato e não tava acostumado, saiu da zona de conforto, né?”

“Eles fizeram uma coisa que, por exemplo, a 100 Thieves não fez, né, eles acabaram deixando o meta confortável pra eles nesse campeonato, provavelmente pro Champions vai mudar. E acabou custando o Champions, né? Infelizmente, achei bem triste esse fim de história da Leviatán. Mas é competição, né, acontece.”

VALORANT: Sacy fala sobre nostalgia e problemas dos times brasileiros em 2026 sacy 2
Foto: reprodução/Riot Games

Pichau Arena: Anteriormente você citou que tem vontade de um dia virar técnico, em entrevista para o THESPIKE Brasil e também após o cancelamento da Esports Nations Cup. Essa vontade ainda existe?

Sacy: “A vontade ela sempre tá ali, mas ela também não é algo que eu queira forçar, né? Tipo, se aparecer alguma oportunidade que faça sentido pra mim no momento, aí beleza, eu até posso pensar em ser técnico, mas, por agora, só tenho a vontade mesmo. Mas eu tenho vontade de várias coisas também, né, só que eu vou acabar fazendo se, no momento, for, ou se eu achar o correto pra mim, né? Então, só o futuro nos dirá.”

Pichau Arena: Você acha que, com mudança no competitivo para 2027, os jogadores brasileiros vão optar de voltar para cá? 

Sacy: “Cara, difícil dizer isso. Eu ainda acho que, né, vai mudar o sistema, mas ainda existirão os times franqueados e tudo mais. Eu acho que isso aí é uma questão do próprio jogador tomar essa decisão, né, tipo assim, ‘ah, eu confio nesse time aqui, confio nesse projeto, então bora’, e é isso. Eu acho que não é só por querer voltar pro Brasil, acho que é encaixe também nessa questão do momento de vida de cada jogador, da carreira dele.”

“Então, assim, se eles ainda querem dar essa chance de jogar em uma org grande, ou de voltar pro Brasil, eu acho que vai depender da line que eles vão ter ali também, né, dos jogadores que vão ter do lado. Então eu acho que não deve influenciar tanto, tipo, voltar a uma organização do Brasil porque vai mudar o formato, né? Eu acho que é mais a questão do time também.”

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x