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– Entrevista com Alexandre Ziebert da NVIDIA
– Foco da empresa no Brasil está em garantir disponibilidade de produtos
– Ziebert revela que NVIDIA usa IA pra produção dos próprios chips
Em um cenário tecnológico em constante evolução, a NVIDIA continua a ser uma força motriz, especialmente no que tange a processamento gráfico, e inteligência artificial.
Alexandre Ziebert, Gerente de Marketing Técnico da NVIDIA para a América Latina, concedeu uma entrevista exclusiva, revelando os planos da empresa para 2026, com foco em avanços tecnológicos e os desafios impostos pela crescente demanda do mercado.

Prioridades de Hardware no Brasil e Parcerias Locais
A primeira pergunta foi sobre as prioridades para o mercado Brasileiro. Na qual Ziebert reiterou o compromisso da NVIDIA em atender à demanda. “Continuamos a enviar todas as SKUs de GeForce e estamos trabalhando de perto com nossos fornecedores para maximizar a disponibilidade de memória”, destacou.
Sobre possíveis parcerias com a indústria brasileira, a NVIDIA optou por não comentar no momento, indicando que não há informações a serem divulgadas sobre o assunto. A estratégia parece focar na garantia de fornecimento e na inovação tecnológica global, que eventualmente beneficia o mercado local.

Demanda por Hardware e o Impacto da IA
Além disso, a crescente demanda por hardware, impulsionada em grande parte pela inteligência artificial, é um tema central no mercado atual. Ziebert reconheceu o cenário, afirmando que “A demanda por GPUs GeForce RTX está forte, e o fornecimento de memória está limitado.”
A NVIDIA, no entanto, está trabalhando para mitigar esses desafios, já que “a demanda por GPUs GeForce RTX está forte, enquanto o fornecimento de memória está limitado.” disse o gerente.
Quanto a possíveis aumentos de preços ou estratégias específicas para o mercado brasileiro, a empresa não forneceu detalhes adicionais, indicando que o foco está na otimização da disponibilidade, a fim de garantir que não falte produtos no mercado brasileiro.

O Futuro do Ray Tracing e DLSS
Questionado sobre as inovações em ray tracing para 2026, Ziebert destacou a sinergia entre as tecnologias existentes e futuras. Ele explicou que, embora o DLSS 4.5 não tenha o ray tracing como objetivo principal, ele desempenha um papel crucial na melhoria da qualidade visual.
“Apesar de não ser o objetivo principal (o que seria função do Ray Reconstruction), o novo modelo de Super Resolution do Transformer do DLSS 4.5 consegue preservar melhor as informações de iluminação, reativando detalhes que antes acabavam se perdendo entre denoisers e outros filtros”, afirmou Ziebert.
Além disso, o futuro promete avanços significativos: “Também veremos em breve outros avanços em algoritmos de Path Tracing que, quando combinados ao sistema de Mega Geometry, viabilizarão sua implementação em muito mais jogos.”

A IA como Catalisador na Produção de Chips
Por fim, a inteligência artificial não apenas impulsiona a demanda por hardware, mas também revoluciona o processo de produção dentro da própria NVIDIA. Ziebert enfatizou o papel transformador da IA no desenvolvimento de novas tecnologias.
“Internamente, a NVIDIA já usa IA até no próprio desenho dos chips, acelerando muito o processo”, revelou. Os ganhos em eficiência são notáveis: “As etapas que antes demoravam meses agora podem ser concluídas em apenas horas e, muitas vezes, com resultados até superiores aos do trabalho artesanal.”
A aplicação da IA se estende a diversas áreas, como “ciência de materiais, simulações térmicas, processos produtivos, entre outros”. O que, segundo Ziebert, é fundamental para a evolução dos produtos: “As GPUs atuais não seriam possíveis sem essas tecnologias; são elas que nos permitem avançar.”