– Empresa recebe subsídios do governo
– Plano é começar a produção de chips 1.4nm em 2029
– Conta com parceria da IBM para tal
A Rapidus, a ambiciosa fabricante de semicondutores do Japão, anunciou, nesta quarta-feira (26), planos para iniciar a produção de chips de 1.4 nanômetros (nm) em 2029. Este cronograma agressivo faz parte de uma iniciativa de trilhões de ienes, fortemente subsidiada pelo governo japonês, que busca recolocar o país na liderança global da fabricação de chips de ponta.
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O plano prevê que a construção da segunda fábrica da empresa, a IIM-2, comece em Hokkaido em 2027. Dessa forma, a pesquisa e desenvolvimento intensivos para a tecnologia de 1.4 nm devem ser iniciados já em 2026, dando continuidade à crucial colaboração tecnológica com a IBM.
O Cronograma Acelerado e a Tecnologia de Ponta
A meta de 1.4 nm é um passo além do plano original da Rapidus, que já era ambicioso. Pois o plano era iniciar a produção em volume de chips de 2 nm até o final de 2027 em sua primeira fábrica, a IIM-1, em Chitose.
Porém, a empresa tem demonstrado progresso, com o tape-out bem-sucedido de um chip de teste de 2 nm com arquitetura GAA (Gate-All-Around). Isso é, em termos de densidade lógica, reportado como competitivo com o Node N2 da TSMC.
A transição para 1.4 nm, um Node que representa a fronteira da miniaturização, exigirá o uso de ferramentas avançadas de litografia, como as máquinas EUV (Extreme Ultraviolet) de alta abertura (High-NA). Por isso, a capacidade da Rapidus de cumprir o cronograma de 2029 dependerá da entrega e integração bem-sucedida dessas ferramentas em suas novas instalações.

O Apoio Governamental e a Colaboração com a IBM
A Rapidus foi fundada em 2022 com o apoio de oito grandes empresas japonesas, incluindo Toyota, Sony e SoftBank. E por isso, também, tem sido o foco de um investimento maciço do governo japonês, que já prometeu mais de ¥1 trilhão (cerca de US$ 6,4 bilhões) em subsídios e investimentos. Este apoio financeiro é fundamental para a construção das fábricas e para a aquisição dos equipamentos de ponta necessários.
Desse modo, a parceria com a IBM é o pilar tecnológico da Rapidus. Pois, a IBM forneceu a base para o desenvolvimento do nó de 2 nm e continua a ser uma parceira estratégica na pesquisa de nós ainda mais avançados, como o 1.4 nm e, futuramente, o sub-1 nm.
Essa colaboração permite que a Rapidus pule várias gerações de tecnologia e se posicione diretamente na competição com líderes de mercado como TSMC, Samsung e Intel. No entanto, apesar do otimismo, a Rapidus tem sido cautelosa com anúncios dos seus produtos.
De forma que os porta-vozes afirmam que os relatórios sobre a produção de 1.4 nm são especulativos e que qualquer atualização oficial virá diretamente da empresa. Porém, a determinação em construir uma segunda fábrica com foco em um nó tão avançado demonstra a seriedade do Japão em recuperar sua influência na indústria global de semicondutores.