– O A16 introduz a tecnologia Super Power Rail
– Concorrentes priorizam N2 para melhor custo-benefício
A Nvidia estaria se posicionando como a única grande cliente a adotar o node de processo A16 da TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company). Uma tecnologia de fabricação que serve como ponte entre o N2 (2 nm) e o A14 (1.4 nm). Essa aposta exclusiva da Nvidia visa garantir uma vantagem tecnológica para suas próximas gerações de GPUs focadas em data centers e Inteligência Artificial.
- Windows 11 26H1: A Atualização Focada no Hardware
- Patch urgente da Microsoft salva seu Windows 10 e corrige bug
A empresa planeja utilizar o A16 para suas futuras GPUs “Feynman”, com amostras previstas para 2026 e produção em volume em 2027. Esse cronograma posiciona a arquitetura “Feynman” como sucessora da linha “Rubin”, que deve ser construída em variantes refinadas do processo de 3 nm.
A Vantagem Tecnológica do A16: Super Power Rail
O node A16 da TSMC é notável por ser um dos primeiros a integrar a tecnologia Super Power Rail (SPR), uma solução inovadora de fornecimento de energia pela parte traseira do wafer (backside power delivery).
O SPR é um avanço significativo, pois separa as linhas de energia das camadas de sinalização na parte frontal do chip. Isso resulta em:
- Redução de Perdas de Energia: O fornecimento de energia pela parte traseira minimiza a resistência e as perdas, o que é crucial para chips de alto consumo de energia;
- Melhor Gerenciamento Térmico: A separação das camadas permite um floorplanning mais limpo e facilita a dissipação de calor;
- Maior Densidade: Libera espaço na parte frontal do chip, permitindo uma densidade de transistores ligeiramente maior.
Embora o A16 ofereça apenas modestos ganhos de desempenho de um dígito em relação à geração anterior, a redução de consumo de energia e as melhorias no gerenciamento térmico são fundamentais para os dies gigantes e de alta potência que a Nvidia projeta para o mercado de IA.

A Estratégia de Pular o Node de Transição
A decisão da Nvidia de adotar o A16 contrasta com a estratégia de outras gigantes do setor, como Apple e AMD. Pois, essas empresas estariam reservando capacidade no node N2 (2 nm) da TSMC e planejando uma transição direta para o A14 (1.4 nm) assim que este estiver disponível, ignorando o A16.
Porém, para a Apple, por exemplo, que foca em chips para dispositivos móveis e laptops, o node N2 e suas variações (como o N2P) oferecem um equilíbrio de custo e eficiência mais adequado. Pois, o N2 já está em produção em volume, e a transição para o A14, que promete ganhos mais substanciais de densidade e desempenho, é vista como o caminho mais lógico para a maioria dos fabricantes.
Além disso, a exclusividade da Nvidia no A16, portanto, destaca a natureza especializada e de alto risco/recompensa de seus chips de IA. Pois, ao investir em uma tecnologia de nicho como o SPR no A16, a Nvidia busca otimizar o desempenho de seus aceleradores de data center. De forma que os concorrentes, focados em produtos de consumo de volume, não consideram necessária.