– Planos da OpenAI incluem expansão em até 2033
– Gasto energético superaria de um país
– Empresa enfrenta dilema ambiental
A corrida pela supremacia em Inteligência Artificial (IA) está revelando um custo ambiental e energético de proporções inéditas. Um memorando interno de setembro de 2025, do CEO da OpenAI, Sam Altman, delineou a ambição da empresa de construir uma capacidade de computação que pode atingir até 250 gigawatts (GW) até 2033.
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Essa meta colossal levanta sérias questões sobre a sustentabilidade da IA. Pois o consumo de energia e as emissões de carbono associadas a essa infraestrutura rivalizariam com as de nações inteiras e gigantes da indústria de combustíveis fósseis.

O Consumo de Energia em Escala Global
A expansão da IA, especialmente de modelos de linguagem grandes (LLMs), exige data centers massivos e repletos de unidades de processamento gráfico (GPUs) de alto desempenho, como as Nvidia H100 ou GB200. Então, o impacto dessa demanda crescente por poder de processamento está forçando uma reavaliação do custo real da revolução da IA.
Dessa forma, o alvo de 250 GW de capacidade de computação da OpenAI é uma cifra que desafia a compreensão. Pois, para contextualizar, essa demanda de energia é comparável à eletricidade consumida por toda a Índia, uma nação com mais de 1,5 bilhão de habitantes.
Embora a capacidade instalada de energia da Índia tenha ultrapassado 500 GW em 2025, a demanda de pico do país foi projetada para atingir cerca de 273 GW no mesmo ano. A ambição da OpenAI, portanto, representaria uma pressão significativa sobre a infraestrutura energética global.
A necessidade de hardware para sustentar essa capacidade também é astronômica. Estima-se que a meta de 250 GW exigiria cerca de 30 milhões de GPUs anualmente para garantir a operação contínua, considerando a vida útil econômica e operacional desses componentes.
Essa demanda massiva por GPUs não apenas pressiona a cadeia de suprimentos. Mas também contribui para o aumento do consumo de energia e do impacto ambiental.

A Pegada de Carbono e o Dilema da Sustentabilidade
O impacto ambiental da meta da OpenAI vai além do consumo de energia. A emissão de dióxido de carbono (CO2) gerada para alimentar essa infraestrutura de 250 GW seria o dobro da produzida pela ExxonMobil, uma das maiores emissoras de carbono não estatais do mundo.
Para contextualizar, as emissões de gases de efeito estufa da ExxonMobil, em 2024, ficaram na casa das dezenas de milhões de toneladas métricas de CO2 equivalente. O fato de a infraestrutura de IA de uma única empresa poder superar essa marca ilustra a magnitude do desafio ambiental que a IA representa.
| Métrica | Meta de Capacidade da OpenAI (2033) | Comparativo |
|---|---|---|
| Capacidade de Computação | 250 GW | Eletricidade consumida por toda a Índia |
| Demanda Anual de GPUs | 30 milhões (estimativa) | Necessidade de GPUs para operação contínua |
| Emissão de CO2 | Duas vezes a da ExxonMobil | Maior emissor de carbono não estatal do mundo |
O dilema da sustentabilidade da IA reside no fato de que o desenvolvimento de modelos mais avançados exige mais poder de computação, o que, por sua vez, aumenta o consumo de energia e a pegada de carbono.
Além do consumo de eletricidade, os data centers de IA também impõem uma pressão considerável sobre os recursos hídricos devido à necessidade de sistemas de resfriamento maciços.
O Futuro da IA e a Responsabilidade Ambiental
A ambição da OpenAI reflete a crença de que a IA é a próxima grande revolução tecnológica, mas também levanta a questão fundamental: “Quanto mais Inteligência Artificial o planeta pode suportar?”. A comunidade de IA e as empresas de tecnologia estão sendo chamadas a encontrar soluções para mitigar esse impacto.
Isso inclui o desenvolvimento de hardware e software mais eficientes, a otimização dos modelos de IA para reduzir o consumo de energia. Além da transição para fontes de energia renovável para alimentar os data centers. Isso é, em uma abordagem sustentável, o avanço da IA pode vir a um custo ambiental que a sociedade global não está preparada para pagar.