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Uma Batalha de Informações

LoL: Torcida organizada feminina rompe vínculo com a paiN Gaming

Mais duas torcidas se juntaram ao movimento de romper com a organização

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– Herdeiras da Tradição se desvincularam da organização
– Mais duas torcidas se juntaram ao movimento
– Confira como ajudar com a causa da HdT

Depois dos últimos acontecimentos envolvendo o caso de Alexandre “TitaN” Lima, a maior torcida organizada feminina de eSports do Brasil, que representava a paiN Gaming, Herdeiras da Tradição (HdT), se desvinculou completamente da organização nesta quinta-feira (12).

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Na última quarta-feira (11), o clube soltou uma nota oficial na qual dizia que sabia de algumas acusações envolvendo TitaN, mas que era necessário uma denúncia formal para que pudessem tomar as medidas cabíveis sobre o caso. Confira tudo nesta matéria.

Porém, o desligamento da HdT só se deu nesta quinta-feira (12), após Sérgio Fiorini (Mais Esports) apurar de que o ex-atleta da paiN, apesar de afastado desde janeiro, chegou a treinar com a equipe principal de League of Legends (LoL) da modalidade.

Imagem: reprodução/Herdeiras da Tradição

 

Como contribuir com a causa?

No dia Internacional da Mulher, a HdT e a paiN Gaming divulgaram juntos uma ação em conjunto com a ONG ‘Fala Mulher’, porém a PNG apagou o post depois de toda a repercussão do caso. Mesmo sem mais ligações com o clube, as Herdeiras da Tradição reforçaram sua ajuda com o projeto, mostrando como ajudar, confira abaixo:

Movimento recebe apoio 

Nos comentários do comunicado, três três mulheres ligadas à paiN se manifestaram. Caju — diretora de inovação da organização e as influenciadoras Babs e Sabrinoca, se prontificaram a ajudar na campanha e prestaram apoio a torcida, veja:

Imagem: reprodução/Wladimir Neto, Pichau Arena

Reflexo em outras torcidas

Na sequência, mais duas torcidas publicaram notas se desvinculando da organização após todas as situações envolvendo o caso, sendo a FanFest e a CRIAS, antiga CRIAS DA P. Vale lembrar que a CRIAS é voltada para o elenco de Free Fire (FF) Emulador do clube. Veja os comunicados:

 

FanFest

Imagem: reprodução/@paiNFaNFest via X

CRIAS

Imagem: reprodução/Criasdap via X

Violência contra a mulher no Brasil

Imagem: reprodução/FreePik –
pikisuperstar

 

O Caso TitaN é um reflexo claro da situação da violência contra o mulher no Brasil. Segundo o estudo “Elas Vivem: a urgência da vida”, por dia, cerca de 12 mulheres sofreram violência por dia em 2025.

Os dados foram fornecidos pela Rede de Observatórios da Segurança.

Especialmente a violência sexual, teve crescimento de 602 casos para 961 em apenas um ano, mostrando um aumento significativo de 56%.

Vale lembrar que estes são apenas as situações em que as mulheres abrem boletins, sendo que, os números reais podem ser muito maiores do que os divulgados.

 

 

Além disso, o amedrontamento é real: 97% das mulheres brasileiras têm medo de sofrer violência sexual, sendo que, 76% delas não chegam a buscar algum atendimento após o crime. A falta de denúncia acontece por três motivos:

  • 53%: ameaças do agressor;
  • 43%: medo de não ser acreditada;
  • 33%: vergonha.

O Instituto Patrícia Galvão e pelo Instituto Locomotiva — com dados antecipados à Agência Brasil — que divulgou o relatório com as informações sobre estupro de meninas e mulheres no Brasil.

 

O que é considerado violência contra a mulher?

Tipo de ViolênciaDescriçãoExemplos
Violência Física
  • Qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher.
  • Espancamento;
  • Atirar objetos, sacudir e apertar os braços;
  • Estrangulamento ou sufocamento;
  • Lesões com objetos cortantes ou perfurantes;
  • Ferimentos causados por queimaduras ou armas de fogo;
  • Tortura.
Violência Psicológica
  • Qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima,
  • prejudique o desenvolvimento da mulher ou controle suas ações e decisões.
  • Ameaças;
  • Constrangimento;
  • Humilhação;
  • Manipulação;
  • Isolamento;
  • Vigilância constante;
  • Perseguição;
  • Insultos;
  • Chantagem;
  • Exploração;
  • Limitação do direito de ir e vir;
  • Ridicularização;
  • Tirar liberdade de crença;
  • Gaslighting.
Violência Sexual
  • Qualquer conduta que constranja a presenciar, manter ou participar de relação sexual
  • não desejada mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força.
  • Estupro;
  • Obrigar a mulher a realizar atos sexuais indesejados;
  • Impedir uso de métodos contraceptivos ou forçar aborto;
  • Forçar matrimônio, gravidez ou prostituição;
  • Limitar ou anular direitos sexuais e reprodutivos.
Violência Patrimonial
  • Conduta que configure retenção, subtração ou destruição de objetos,
  • documentos, bens ou recursos econômicos da mulher.
  • Controlar o dinheiro;
  • Não pagar pensão alimentícia;
  • Destruir documentos pessoais;
  • Furto, extorsão ou dano;
  • Estelionato;
  • Privar de bens ou recursos;
  • Danificar objetos da mulher.
Violência Moral
  • Qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
  • Acusar de traição;
  • Emitir juízos morais sobre a conduta;
  • Fazer críticas mentirosas;
  • Expor a vida íntima;
  • Xingar ou rebaixar a mulher;
  • Desvalorizar pelo modo de vestir.

Fonte: Instituto Maria da Penha 

 

Não seja mais uma estatística, denuncie!

Ligue: 190 (Polícia Militar), 180 (Polícia Militar – Central de Atendimento à Mulher), e 181 (Disk Denúncia)

Acesse ou compareça: Delegacia de Defesa da Mulher, Delegacia Eletrônica da Polícia Civil,  atendimento presencial em delegacias da polícia e salas DDM Online.

*Matéria feita por Wladimir Neto com apoio de Siouxsie Rigueiras

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