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LoL: G2 Rodrigo analisa classificação histórica e raízes no Brasil

Head Analista da G2 viveu por 15 anos no Brasil e fez história contra a Gen.G

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– Rodrigo comentou a vitória para cima dos favoritos
– Explicou suas raízes brasileiras
– Contou o que faltou nos últimos anos para a G2 voltar a disputar finais

Nesta sábado (21), a G2 Esports fez história ao vencer a Gen.G e se classificar para a final do First Stand (FST) 2026, campeonato internacional de League of Legends (LoL), e após o jogo a redação da Pichau Arena conversou exclusivamente com Rodrigo “Rodrigo” Domingues, analista da G2.

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Porém a história da G2 contra a LCK não começou para cima da Gen.G. A organização europeia venceu a FEARX na última sexta-feira (20), também por 3×0. Então, em seis jogos, saíram com seis vitórias.

Diante disso, conversamos com o Rodrigo sobre a preparação para essa série, como foi o papo com os jogadores após os primeiros jogos e a sensação de vencer o franco favorito ao título do campeonato.

O analista tem fortes raízes no brasil, apesar de ter nascido em Portugal, viveu 15 anos em Santa Catarina e nutre um amor sincero pelo Brasil, principalmente por ser “apaixonado pelas pessoas e as comidas”.

Foto: reprodução/YiCun, Riot Games

Entrevista Ping Pong com G2 Rodrigo, analista da equipe

Pichau Arena: Como é vencer a Gen.G, os favoritos a vencer a competição?

Rodrigo: “É muita satisfação a nível pessoal e profissional, porque a gente treina bastante contra esse time já faz anos, né? E a gente sempre viu que dava para ganhar. E nos últimos anos foi muito… imagina, a gente ia, jogava e perdia sempre no stage, e sempre ficava aquele gostinho de que dava para ter dado mais.”

E acho que hoje a gente estava indo no nosso pico de forma e a gente mostrou que dá para ganhar, e a gente ganhou de uma forma bem convincente. Então eu tô muito, muito contente mesmo.”

Pichau Arena: Como é ver o time vencendo os jogos, ânimos subindo e tendo que preparar para os próximos? Como é a conversa com os jogadores durante as partidas?

Rodrigo: “A gente tem muita filosofia de ficar no presente, viver o presente. Se a gente ganha ou perde o primeiro jogo, não importa. O importante é focar no próximo sempre.”

“E é legal, né, que a gente ganha o primeiro jogo da Gen.G e tal, mas a gente tem que estar sempre focado no próximo jogo. E foi isso até que eu falei lá no palco: a gente ganha, mas é só mais um jogo, a gente tem que continuar ganhando, porque não importa a gente abrir 2 a 0, se a gente leva o reverse sweep e perde, não adianta nada.”

Foto: reprodução/Liu YiCun, Riot Games

“Então a gente tem que ficar focado até o final. A gente só relaxa mesmo ali no último jogo, quando a gente pega o Baron, e aí a gente sabe.”

“É sempre muito questão de viver o presente e focar sempre no plano, o que a gente vai jogar, como é que vamos jogar, jogar com tempo, com as waves, com calma sempre. Então, viver no presente. O que passou, passou, e é isso.”

Pichau Arena: A G2 sempre foi uma equipe espelho para todo Ocidente. O que faltou nos últimos anos para ver a equipe disputando finais como já fizeram anos atrás?

Rodrigo: “Cara, eu acho que faltava um pouco o sentimento de acreditar. E acho que isso é algo que vem sendo desenvolvido bastante para nós, principalmente porque a gente continua com o core do roster basicamente o mesmo.”

“Então todo mundo já viu que a gente consegue bater de frente com eles, a gente já tirou várias séries deles, já jogou muitos treinos contra eles, e eles são só pessoas como a gente.”

“E a gente sabe muito bem que, se a gente jogar nosso jogo, tiver um bom plano… Acho que jogando contra os times melhores depende bastante de draft, tanto para eles quanto para nós.”

Foto: reprodução/Bruno Alvares, Riot Games

“Então, se a gente tiver um bom plano de jogo, um bom draft e jogar o nosso jogo, como a gente sabe jogar, como jogou hoje, a gente pode ganhar de todo mundo.”

“Então é só isso mesmo. É um pouco frustrante antes, mas agora mesmo a gente vai jogar a final, então a gente quer ganhar a final. Ganhar da Gen.G foi muito bom, claro, mas a gente quer ganhar o título. A gente não quer só ter o título de ganhar da Gen.G, a gente quer o título do campeonato em si. Então o mais importante é ganhar amanhã. Foco total em amanhã.”

Pichau Arena: Como é estar no Brasil com a G2?

Rodrigo: “Eu funciono aqui como tradutor oficial do time. Quando a gente vai em restaurante, eles perguntam o que é cada coisa, e eu explico: “isso é frango, carne, arroz”.”

“Eu recomendo bastante comida. Já comemos rodízio e strogonoff é um clássico que a gente comeu bastante. Então a gente tá se alimentando bem.”

“Tento mostrar doces também, mas um pouco mais controlado por causa do açúcar. No geral, o pessoal tá gostando muito.”

“E não é só da comida, eles gostam muito das pessoas, de interagir com os fãs. No restaurante, todo mundo é muito simpático.”

“Isso é algo que eu sempre disse: o brasileiro é muito fácil de lidar, muito simpático, e a comida é muito boa. Eles estão confirmando isso, então todo mundo tá muito contente.”

A G2 volta aos servidores do LoL neste domingo (22), para enfrentar a Bilibili Gaming, às 10h (horário de Brasília), em busca de erguer um troféu internacional novamente após a conquista do MSI, em 2019. Você pode acompanhar todos os jogos do First Stand nos canais oficiais do CBLOL na Twitch e no YouTube.

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