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– Trump anunciou uma tarifa de 100% sobre chips importados, mas eximirá empresas que fabricam ou se comprometem a fabricar nos EUA
– O anúncio foi acompanhado de US$600 bilhões em investimentos domésticos pela Apple
– Ações de empresas com presença nos EUA subiram, enquanto especialistas alertam sobre riscos de aumentos de custos
Conforme publicado pela Reuters nesta quinta-feira (07), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o país aplicará uma tarifa de aproximadamente 100% sobre chips e semicondutores importados, com uma ressalva significativa: fabricantes que produzirem ou se comprometerem a produzir no país ficarão isentos da medida.
A declaração foi realizada no Salão Oval da Casa Branca, acompanhada do CEO da Apple, Tim Cook, que anunciou um investimento adicional de US$100 bilhões (R$540 bilhões) no país, elevando o total comprometido pela empresa a US$600 bilhões (R$3.3 trilhões).
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Trump deixou claro que os benefícios fiscais podem ser revogados caso as empresas interrompam os planos de construção: “Se você disser que vai produzir, mas não produzir, nós vamos cobrar retroativamente”, advertiu o presidente.
Efeito imediato

A repercussão nos mercados foi complexa e imediata. Por mais que a medida parecesse alarmante, ações de empresas com produção nos EUA, como TSMC, Samsung e SK Hynix, reagiram positivamente.
É importante mencionar que a TSMC subiu 4,9%, enquanto a Apple avançou 5,1% e o Nasdaq 100 ganhou 1,3% no fechamento, tudo ocorrendo graças à isenção concedida a empresas que já montam chips nos EUA.
No mais, analistas apontam que, apesar da tarifa parecer drástica, pode ser parte de uma estratégia de negociação de alto impacto. Empresas como NVIDIA, AMD e Qualcomm poderão evitar a sobretaxa via parcerias com fundições locais como TSMC ou Samsung.
Ainda assim, os especialistas aproveitam para alertar que a associação do setor de semicondutores alerta que tarifas tão elevadas podem corroer a competitividade da indústria americana, elevando custos de produtos que dependem de chips, como eletrônicos, automóveis e equipamentos médicos.