– Mais de 53% da receita de Q2 veio de três clientes, totalizando US$ 21,9 bilhões
– Data center respondeu por 88% da receita e grandes provedores de nuvem representaram metade dessa fatia
– Forte dependência pode expor a NVIDIA caso esses clientes reduzam compras ou mudem para soluções próprias
Conforme publicado pelo Tom’s Hardware no último domingo (31), no segundo trimestre fiscal de 2025, encerrado em 27 de julho, a NVIDIA registrou receita recorde de US$46,7 bilhões (R$254 bilhões), impulsionada principalmente pelo boom na divisão de data centers da companhia.
Mas há um detalhe preocupante: mais de 53% dessa receita, aproximadamente US$21,9 bilhões (R$119 bilhões), veio de apenas três clientes não identificados, com contribuições de US$9,5 bilhões (R$51,7 bilhões), US$6,6 bilhões (R$36 bilhões) e US$5,7 bilhões (R$31 bilhões), respectivamente.
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A concentração levantou um alerta entre analistas e investidores. Embora a empresa não revele os nomes desses clientes, especula-se que sejam gigantes da tecnologia e da IA.
São citadas empresas como xAI (de Elon Musk), OpenAI (em parceria com Oracle) e Meta como possíveis responsáveis por esse volume expressivo de compras.
É bom ou ruim para a NVIDIA?

A dependência de tão poucos grandes compradores representa uma faca de dois gumes. De um lado, mostra a força da demanda por GPUs da NVIDIA, mencionada pela CFO Colette Kress, que afirmou que “grandes provedores de nuvem responderam por cerca de 50% da receita de data center, segmento que equivalia a impressionantes 88% do faturamento total no trimestre”
Por outro lado, o cenário acende um sinal amarelo, pois se um desses clientes reduzir pedidos, negociar preços ou até mudar para competição interna, a receita da verdinha poderia sofrer um impacto de curto prazo.
A própria empresa admitiu nos documentos que já passou por períodos em que “uma proporção significativa da receita veio de poucos clientes, e essa tendência pode continuar.”
Enquanto isso, a disputa de mercado continua intensa. Grandes players como Microsoft, Meta, Amazon e Google desenvolvem chips próprio, o que pode gradualmente reduzir a dependência da NVIDIA.