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Em um desenvolvimento intrigante para o mundo dos gráficos em jogos, a Digital Foundry, descobriu, nesta sexta-feira (06), que os reflexos com ray tracing podem apresentar uma qualidade visual superior ao utilizar o DLSS 4.5 da NVIDIA com os denoisers nativos dos jogos desativados.
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Essa revelação sugere uma nova dinâmica na forma como as tecnologias de upscaling e ray tracing interagem. Capaz de potencialmente redefinir as melhores práticas para otimização visual em títulos futuros.
A Descoberta da Digital Foundry: DLSS 4.5 como Denoiseador Superior
A análise da Digital Foundry focou nos presets M e L do DLSS 4.5, identificando um comportamento inesperado. Isso é, a desativação dos denoisers integrados aos motores de jogo resultou em reflexões ray traced notavelmente mais limpas e sem os artefatos de ruído frequentemente presentes.
Em jogos como Crysis 3 e Silent Hill 2, a diferença foi “da noite para o dia”. O DLSS 4.5 demonstrou uma capacidade quase perfeita de reconstruir reflexões traçadas por raios sem a necessidade de denoisers adicionais.
Essa observação levanta a questão se o DLSS 4.5, em suas iterações mais recentes, está se tornando um denoiser tão eficaz que os denoisers tradicionais dos jogos podem, em alguns casos, interferir negativamente na qualidade final da imagem.

Aparentemente, a sobreposição de processos de denoising pode introduzir artefatos que o DLSS 4.5, por si só, é capaz de evitar ou corrigir de forma mais eficiente.
Isso sugere que, para obter a melhor qualidade visual com ray tracing e DLSS 4.5, os desenvolvedores de jogos podem precisar reconsiderar a implementação de seus próprios denoisers, ou pelo menos oferecer a opção de desativá-los quando o DLSS 4.5 estiver ativo.
Implicações para o Futuro do Ray Tracing e Upscaling
As descobertas da Digital Foundry indicam uma evolução significativa na tecnologia DLSS, na qual o upscaler não apenas melhora a resolução, mas também assume um papel crucial na qualidade do ray tracing.
Embora o DLSS 4.5, especialmente o preset L, seja mais exigente computacionalmente em GPUs mais antigas da série RTX 30, ele oferece ganhos notáveis em qualidade de imagem, especialmente em resoluções mais altas como 4K.

No entanto, a compatibilidade com jogos existentes pode ser um desafio, já que muitos títulos não foram projetados para essa interação específica, podendo apresentar artefatos visuais em certas condições.
O futuro pode ver uma integração mais profunda entre as tecnologias de upscaling e ray tracing, com o DLSS assumindo um papel mais central no processo de renderização de reflexões e iluminação. Dessa forma, a NVIDIA, ao que parece, está pavimentando o caminho para um cenário onde a reconstrução de raios por IA se torna a norma.
No futuro, isso potencialmente simplificaria o pipeline de renderização e entregaria visuais ainda mais impressionantes. Resta aos desenvolvedores e à comunidade de jogadores explorar e otimizar essa nova fronteira tecnológica.