Conforme publicado pelo Eurogamer nesta terça-feira (08), mesmo no cenário atual, no qual a inteligência artificial (IA) generativa ganha destaque na indústria de jogos, a Nintendo adota uma postura cautelosa. O presidente da empresa, Shuntaro Furukawa, e o renomado designer Shigeru Miyamoto expressaram reservas quanto à incorporação dessa tecnologia no desenvolvimento de títulos da companhia.
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O uso da IA nos jogos

Durante uma sessão de perguntas e respostas com acionistas, Furukawa reconheceu que a IA tem sido utilizada há tempos na indústria para controlar movimentos de personagens não jogáveis.
No entanto, o representante apontou que a IA generativa, embora ofereça possibilidades criativas, levanta questões relacionadas a direitos de propriedade intelectual. O presidente enfatizou que a Nintendo possui décadas de experiência na criação de experiências de jogo únicas e que, embora esteja aberta a avanços tecnológicos, pretende continuar oferecendo valores que não podem ser gerados apenas pela tecnologia.
Os caminhos da Nintendo
Shigeru Miyamoto, em entrevista ao The New York Times, reforçou essa perspectiva. Ele mencionou que, enquanto a indústria segue tendências como a IA, a Nintendo prefere explorar caminhos distintos, buscando aquilo que a torna especial. Miyamoto destacou que, quando todos começam a seguir uma direção, a dona do Super Mario opta por trilhar um caminho diferente.
Enquanto concorrentes como Microsoft e Ubisoft investem em ferramentas de IA para aprimorar aspectos como design de histórias e criação de diálogos, a Nintendo mantém seu foco na criatividade humana. A empresa acredita que a essência de seus jogos reside na inovação proporcionada por seus desenvolvedores, e não apenas na aplicação de novas tecnologias .