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– CERN registrou a troca do IBM 3081-K pelo IBM 3090 no início de 1986
– O próprio CERN informa que o IBM 3090 era refrigerado a água
– A documentação técnica do sistema confirma circuito fechado de água e trocador de calor
A discussão sobre refrigeração líquida voltou com força por causa da corrida da inteligência artificial (IA), mas a ideia está longe de ser novidade.
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No caso do CERN (European Organization for Nuclear Research), o recurso já fazia parte da rotina do laboratório em 1986, quando o centro de computação substituiu o IBM 3081-K por um IBM 3090, máquina da era dos grandes mainframes.
O que é o CERN?

Para quem não conhece, o CERN é a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, um dos maiores e mais importantes centros científicos do mundo.
Fundado em 1954 e localizado na fronteira entre a Suíça e a França, perto de Genebra, o laboratório é referência em física de partículas e abriga aceleradores usados para estudar a estrutura fundamental da matéria.
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O detalhe mais curioso é que o próprio CERN descreve o IBM 3090 como um sistema refrigerado a água. Em uma página do departamento de TI, o laboratório explica que os módulos térmicos do processador recebiam água por mangueiras, que levavam o calor para fora da unidade.
Isso não significa que o CERN já operava refrigeração líquida no formato moderno de racks para IA, mas mostra que o conceito já era aplicado décadas antes em hardware de altíssimo desempenho.
Já a documentação técnica do IBM 3090 confirma que a plataforma dependia de uma unidade de distribuição de energia e resfriamento, com circuito fechado de água e trocador de calor.
Em resumo, o que hoje aparece como tendência de ponta já era uma solução prática no CERN há 40 anos. A tecnologia mudou bastante, mas o princípio continua o mesmo, ou seja, tirar calor de chips densos com mais eficiência do que o ar consegue entregar.