| Getting your Trinity Audio player ready... |
De acordo com uma publicação do WCCFTech desta quinta-feira (20), durante uma entrevista no podcast Acquired, Pat Gelsinger, ex-CEO da Intel, expressou críticas contundentes à NVIDIA, afirmando que as GPUs da empresa são “10.000 vezes mais caras do que o necessário” para aplicações de inteligência artificial (IA).
Gelsinger sugeriu que a arquitetura atual das GPUs da verdinha não é otimizada para as necessidades específicas de inferência em IA, resultando em custos excessivos para os consumidores.
- Novos rumores sobre a NVIDIA surpreendem e apontam para adiamento de GPUs
- GTC 2025: NVIDIA apresenta futuro da IA, veja os destaques
A perspectiva de Gelsinger sobre a ascensão da NVIDIA na IA

No mais, Gelsinger atribuiu o sucesso da NVIDIA no mercado de IA a uma combinação de estratégia e sorte.
Ele elogiou Jensen Huang, CEO do time verde, por sua persistência em desenvolver GPUs focadas inicialmente em gráficos, que posteriormente se mostraram adequadas para cargas de trabalho de IA.
No entanto, o antigo líder da Intel destacou que essa adequação foi, em parte, uma coincidência favorável, sugerindo que a arquitetura das GPUs da NVIDIA se alinhou inesperadamente às demandas emergentes da IA.
Debate sobre a eficiência e o custo das GPUs da NVIDIA
A crítica central de Gelsinger é que as GPUs da NVIDIA são excessivamente caras para tarefas de inferência em IA.
O executivo argumenta que essas unidades de processamento gráfico não foram projetadas especificamente para otimizar essas operações, levando a ineficiências e custos elevados.
Essa visão levanta questões sobre a necessidade de desenvolver hardware mais especializado e acessível para atender às demandas específicas da IA, especialmente à medida que a tecnologia se torna mais integrada em diversos setores.
A visão de Jensen Huang sobre o futuro da computação em IA
Em contraste, Jensen Huang, CEO da NVIDIA, enfatizou recentemente a crescente demanda por poder computacional na área de IA.
Durante a GTC 2025, Huang afirmou que o mundo precisará de 100 vezes mais capacidade de computação para atender às necessidades futuras da IA avançada do que se previa anteriormente.
É uma perspectiva que sugere que a verdinha está ciente das crescentes exigências do mercado e está trabalhando para expandir a infraestrutura necessária para suportar essas cargas de trabalho intensivas.
O papel da computação quântica no futuro da IA
Vale destacar que Gelsinger também expressou otimismo em relação ao papel da computação quântica no futuro da IA, prevendo que, até o final desta década, a computação quântica será uma realidade prática, oferecendo soluções mais eficientes e potencialmente mais econômicas para as necessidades de processamento da IA.