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– Michael Dell disse que a demanda de memória da IA pode ser 625x maior em 2028
– A oferta já está pressionada porque a indústria prioriza memórias para servidores de IA, afetando PCs
– IDC prevê queda de 11,3% no mercado de PCs em 2026, com preços médios mais altos
Segundo uma publicação do PC Gamer da última quarta-feira (08), para a Dell, a crise global de memória RAM está longe de acabar.
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A avaliação ganhou força após Michael Dell afirmar que a demanda total por memória vinda do mercado de IA pode ficar 625 vezes maior em 2028 do que era em 2022, combinando chips com muito mais memória por acelerador e uma expansão agressiva do número de sistemas instalados em data centers.
Histórico preocupa

Vale lembrar que a Reuters informou no começo do ano que fabricantes de memória vêm desviando capacidade para produtos de maior margem, como HBM para servidores de IA, diminuindo a oferta para outros segmentos, de pendrives e smartphones a notebooks e PCs.
O efeito já aparece nos preços, haja vista que em alguns nichos, os valores mais que dobraram desde o início de 2025, enquanto marcas como Dell e Lenovo já estudavam reajustes de até 20% em 2026.
O discurso da Dell também conversa com seus próprios movimentos de mercado, pois em fevereiro a empresa estava qualificando memórias DRAM da chinesa CXMT por receio de que os preços continuem subindo ao longo de 2026.
Impacto para o consumidor pode ser ainda maior

Para o consumidor, a consequência pode ser simples de entender, mais preocupante. De maneira geral, é bem provável que tenhamos eletrônicos mais caros e menor volume de vendas.
Para que se tenha ideia, a IDC projeta que o mercado global de PCs deve cair 11,3% em 2026, mesmo com a receita avançando 1,6%, justamente porque os preços médios estão subindo com a crise das memórias.