– Data centers podem consumir até 70% da memória global em 2026
– IA e hyperscalers puxam DRAM e NAND para o mercado corporativo
– Consumidores enfrentam preços mais altos e menor oferta
Segundo uma publicação do Tom’s Hardware do último domingo (19), a indústria global de semicondutores caminha para um ponto de inflexão em 2026, pois as projeções recentes do mercado indicam que data centers podem consumir até 70% de toda a memória produzida no mundo, incluindo DRAM e NAND.
O movimento pode representar uma mudança estrutural profunda no setor, com impactos diretos sobre consumidores, fabricantes de PCs, gamers e até o mercado de consoles.
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O principal motor dessa transformação é a expansão acelerada da inteligência artificial (IA), combinada com o crescimento contínuo de serviços em nuvem, big data e computação de alto desempenho.
É importante entender que os modelos de IA cada vez maiores exigem volumes massivos de memória para treinamento e inferência, algo que apenas grandes data centers conseguem fornecer em escala.
IA e hyperscalers puxam a demanda

Empresas conhecidas como hyperscalers, que são as grandes operadoras de nuvem e infraestrutura digital, estão comprando memória em volumes sem precedentes.
No mais, os servidores modernos para IA utilizam centenas de gigabytes ou até terabytes de memória por nó, além de SSDs de altíssima capacidade e desempenho.
Com todo este apetite, naturalmente se cria um efeito dominó, pois as fabricantes de memória priorizam contratos corporativos, que oferecem margens maiores, previsibilidade e compras em larga escala, reduzindo a oferta destinada ao mercado de consumo.
DRAM e NAND cada vez mais disputadas

Tanto a DRAM quanto a memória NAND entram nesse cenário de disputa. Enquanto a DRAM é essencial para CPUs, GPUs e aceleradores de IA, a NAND se tornou crítica para armazenamento rápido em data centers.
É importante destacar ainda que os especialistas alertam que essa tendência não é temporária. Mesmo com investimentos em novas fábricas, o ritmo de crescimento da demanda corporativa continua superando a expansão da capacidade produtiva.
Impacto no consumidor

Para o usuário final, as consequências já começam a aparecer, com memórias RAM, SSDs e até placas de vídeo cada vez mais caras, já que muitos desses produtos compartilham cadeias de fornecimento semelhantes.
Por isso, gamers, criadores de conteúdo e profissionais que dependem de hardware potente sentem o impacto primeiro, mas o efeito se espalha rapidamente para notebooks, PCs pré-montados e até consoles.