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Crise de RAM está revivendo hardware antigo e ultrapassado

Enquanto DDR5 dispara, DDR3 reaparece como opção acessível para PCs simples

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– Crise global de RAM e preços altos impulsionam procura por DDR3
– Busca por DDR3 quase triplicou em mercados como o chinês
– Grandes fabricantes já reduzem produção de DDR3/D4

Segundo uma publicação do VideoCardz desta quarta-feira (14), a crise global de componentes tem impactado profundamente o mercado de PCs, principalmente no que diz respeito à memória DRAM.

Apesar de tecnologias como DDR4 e DDR5 dominarem hoje o cenário, há sinais de que memórias DDR3, consideradas obsoletas por muitos, podem ganhar uma segunda vida entre consumidores e montadores de sistemas mais econômicos.

O que está impulsionando esse fenômeno é o aumento acentuado nos preços e a escassez de módulos DDR4 e DDR5, causada por uma combinação de fatores, como a forte demanda por memória para aplicações de inteligência artificial e data centers, realocação de capacidade produtiva pelas grandes fabricantes e interrupções na cadeia de suprimentos.

Especialistas preveem

Reprodução: Superit

Segundo uma análise recente do Board Channels, a procura por memórias DDR3 praticamente triplicou no mercado chinês, onde muitos usuários estão recorrendo a esse tipo de componente mais antigo para montar ou reparar computadores básicos.

Vale destacar que estão inclusos sistemas com processadores antigos da Intel (6ª a 9ª geração) e plataformas que ainda dependem desse padrão de memória, que era dominante há mais de uma década.

A diferença do DDR3

Apesar de o DDR3 não oferecer o desempenho ou eficiência energética das gerações mais recentes, ainda pode atender tarefas cotidianas e cargas leves com custo geralmente mais baixo, ainda mais agora que módulos usados e remanescentes antigos estão mais acessíveis.

Além disso, muitas placas-mãe antigas compatíveis com DDR3 são encontradas a preços extremamente baixos, tornando essa combinação uma opção atraente para montar PCs de entrada ou máquinas secundárias.

É importante lembrar, entretanto, que gigantes como Samsung, SK Hynix e Micron já reduziram ou estão prestes a encerrar a produção de memória DDR3 e DDR4, optando por tecnologias mais modernas e lucrativas, como DDR5 e HBM para aplicações corporativas e de IA.

Outro ponto relevante é que, com a urgência de encontrar alternativas para a escassez de componentes, algumas pessoas vão além e experimentam adaptações criativas, como reaproveitar módulos antigos ou até usar memórias de notebook em sistemas diferentes, embora isso envolva riscos e incompatibilidades.

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