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Crise de memória vai piorar: Micron prevê falta de DRAM

Alta demanda por IA e HBM consome capacidade fabril e reduz estoque para PCs

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– Micron admite que a oferta de memória DRAM será menor que a demanda
– Demanda por aplicações de IA e HBM consome grande parte da capacidade produtiva
– Escassez deve persistir além de 2026, pressionando preços e impactando produção

Conforme publicado pela Reuters na última quarta-feira (17), a Micron Technology, uma das maiores fabricantes globais de memória DRAM e NAND, deixou claro em recentes comunicados e análises de mercado que a situação do fornecimento de memória DRAM deve permanecer extremamente apertada por um longo período, e que a empresa não conseguirá atender toda a demanda existente.

Em chamadas de resultados e projeções para 2026 e além, a administração da corporação afirmou que a oferta de DRAM ficará consideravelmente abaixo da demanda, com a empresa conseguindo suprir apenas uma fração, cerca de 50% a dois terços, das necessidades dos principais clientes.

Esse cenário é impulsionado por uma combinação de fatores, como:

  • A explosão da demanda por memória de alta largura de banda (HBM) e DRAM para data centers e aplicações de inteligência artificial (IA);
  • O ritmo lento de expansão da capacidade de produção e o fato de que boa parte da produção atual está sendo destinada a clientes corporativos com contratos longos e prioridades estratégicas.

Por isso, a Micron prevê que o desequilíbrio entre oferta e demanda continue além de 2026, fazendo com que a falta de memória DRAM não seja apenas um problema pontual, mas uma tendência estrutural do mercado global.

Memória em foco

Micron
Imagem: Reprodução/Micron

Os executivos da empresa enfatizam que essa escassez não se limita apenas à DRAM tradicional para PCs e servidores, mas também abrange memória voltada a aplicações emergentes, como GPUs de inteligência artificial e sistemas de alto desempenho.

Com a produção de memória HBM, essencial para aceleradores de IA, consumindo fatias maiores de capacidade fabril, a Micron e outros fabricantes estão enfrentando dificuldades para equilibrar essa demanda com a produção de DRAM convencional.

Ainda que a Micron esteja investindo pesadamente para expandir a capacidade produtiva, com planos de elevar despesas de capital para cerca de US$ 20 bilhões em 2026 para priorizar chips de memória avançados, esses investimentos levam tempo para se converter em capacidade real de produção.

2026 pode não ser o fim da crise

Por fim, a empresa deixou claro que, mesmo com esses esforços, a lacuna entre oferta e demanda de DRAM não será preenchida rapidamente, e isso deve afetar desde OEMs e fabricantes de PCs até integradores industriais e consumidores finais que dependem de RAM e memória em seus produtos.

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