Conforme publicado pelo Taiwan Economic Daily na última quarta-feira (21), na Computex 2025, Jensen Huang, CEO da NVIDIA, declarou que a tradicional Lei de Moore está obsoleta, propondo a “Lei de Huang” como o novo paradigma para o avanço tecnológico.
Segundo Huang, os chips de inteligência artificial (IA) da verdinha estão evoluindo em um ritmo muito mais acelerado do que o previsto pela Lei de Moore, que estipulava a duplicação do número de transistores em um chip a cada dois anos.
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CEO da NVIDIA prevê inovação completa

Huang afirmou que os sistemas da NVIDIA estão progredindo consideravelmente mais rápido que a Lei de Moore, destacando que a empresa é capaz de desenvolver arquitetura, chips, sistemas, bibliotecas e algoritmos simultaneamente, permitindo inovações em todas as etapas do processo.
Como exemplo desse avanço, Huang mencionou os chips Blackwell, que apresentam desempenho até 30 vezes superior ao da geração anterior em tarefas de IA, superando em muito o ritmo de duplicação previsto pela Lei de Moore.
Os parâmetros da “Lei de Huang”
A “Lei de Huang” sugere que o desempenho dos chips de IA pode dobrar ou até triplicar anualmente, impulsionado por melhorias não apenas no hardware, mas também em software, redes, algoritmos e sistemas integrados.
É uma abordagem holística, pois permite que a NVIDIA acelere seu ciclo de lançamentos, passando de um intervalo de dois anos para lançamentos anuais de produtos voltados para data centers de IA.
Estratégia de marketing?
No entanto, críticos apontam que a “Lei de Huang” pode ser mais uma estratégia de marketing do que uma observação científica rigorosa. Todavia, os avanços nos chips de IA da NVIDIA indicam que a empresa está, de fato, superando as limitações impostas pela miniaturização dos transistores, foco da Lei de Moore.