– ASUS está transferindo linhas de produção para fora da China, mas sem instalar fábricas nos Estados Unidos, como forma de escapar das tarifas
– O plano é absorver custos internamente e manter preços competitivos, porém, aumentos podem ocorrer caso as tarifas persistam
– Iniciativa faz parte de uma resposta mais ampla dos fabricantes para lidar com as imposições tarifárias dos EUA, relevando flexibilidade na cadeia de suprimentos
Na quarta-feira (13) desta semana, o Tom’s Hardware publicou que a ASUS está adotando uma estratégia inteligente e adaptativa para enfrentar as tarifas impostas pelos Estados Unidos (EUA), sem, contudo, instalar fábricas em território americano. A ação foi anunciada pelas lideranças da marca, que fazem ajustes estruturais visando proteger suas margens e manter preços competitivos.
Segundo declarações recentes da empresa, a companhia está transferindo sua produção para além da China, preparando novas linhas de produção em outros países, o que permite evitar diretamente as tarifas de importação para os EUA. A mudança, por sua vez, visa reduzir o impacto desses custos sem abrir planta no mercado americano.
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O co-CEO da ASUS, em conferência com investidores, assegurou o esforço para manter os preços “dentro de um nível razoável”, apesar dos custos extras que o redesenho da cadeia logística exige. Ainda assim, o executivo admitiu que, se os valores das tarifas permanecerem elevados ou continuarem por muito tempo, a empresa pode repassar parte dos custos aos clientes.
Os motivos por trás da decisão

O contexto do movimento é delimitado por tarifas crescentes aplicadas sobre produtos provenientes da China, muitas vezes chegando a 20% ou mais. Empresas de tecnologia têm buscado alternativas viáveis para manter operações e evitar repassar o ônus total dessas taxas aos consumidores.
Além disso, fontes indicam que, apesar do temor generalizado, empresas como a ASUS não estão recorrendo à produção nos EUA. Ao contrário, apostam em realocação global para manter os preços controlados e preservar competitividade.
China deixando de ser a escolha
No mais, é importante destacar que a dinâmica global reforça que muitos fabricantes estão reduzindo a dependência da China, sem necessariamente investir no solo americano, mas aproveitando locais estratégicos como Vietnã, México ou outros com cadeias produtivas estabilizadas.
Por fim, ainda que a ASUS evite os custos diretos de manufatura nos EUA, o consumidor pode sentir reflexos via leve aumento de preços, sobretudo se a empresa for forçada a repassar esses custos no médio prazo. Por agora, o foco está em preservar qualidade e valor.