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AMD Ryzen AI Max+ 392 surpreende em benchmarks, confira

Com 12 núcleos Zen 5 e gráficos RDNA 3.5, novo chip para notebooks de alto desempenho demonstra poder de fogo comparável aos melhores processadores de desktop da atualidade

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A AMD está prestes a redefinir o conceito de desempenho para notebooks com sua nova linha de APUs (Unidades de Processamento Acelerado) de codinome “Strix Halo”. Nesta quinta-feira (15), os primeiros benchmarks do Ryzen AI Max+ 392 surgiram no banco de dados do Geekbench, revelando resultados impressionantes que colocam o chip mobile em comparação com os desktops.

Em testes de multi-core, a nova unidade alcançou a marca de 18.071 pontos, ficando próximo do aclamado Ryzen 7 9800X3D, que registra cerca de 18.348 pontos. Isso é, ao considerar que o Ryzen AI Max+ 392 é uma solução integrada voltada para dispositivos portáteis, percebemos um feito notável.

 

Arquitetura Strix Halo

O Ryzen AI Max+ 392 não é um processador comum para laptops. Ou seja, o processador utiliza a arquitetura Strix Halo, que se diferencia por empregar um design de chiplets similar as CPUs de desktop da linha Ryzen 9.

Além disso, com 12 núcleos e 24 threads baseados na arquitetura Zen 5, o chip conta com 76 MB de cache total e frequências que atingem os 5,0 GHz. Nos testes realizados em um notebook Asus TUF Gaming A14 equipado com 64 GB de memória LPDDR5X-8000, o processador também brilhou em single-core, somando 2.917 pontos.

Desse modo, esse desempenho o coloca à frente de modelos robustos como o Ryzen 9 7900X, provando que a AMD conseguiu transpor a força bruta de suas CPUs de mesa para o formato mobile sem comprometer a performance.

Imagem: Reprodução/Geekbench

Gráficos integrados que impressionam

Embora os testes de CPU chamem a atenção, o verdadeiro trunfo da linha Strix Halo reside em sua GPU integrada. O Ryzen AI Max+ 392 vem equipado com 40 Unidades de Computação (CUs) da arquitetura RDNA 3.5, a mesma contagem encontrada no modelo topo de linha AI Max+ 395.

Essa configuração promete um desempenho gráfico equivalente ao de GPUs dedicadas de gama média, como a NVIDIA GeForce RTX 4070 Mobile, mas em um único chip. Para os usuários, isso significa a possibilidade de ter notebooks mais finos e leves com capacidade para rodar jogos AAA em configurações altas e realizar tarefas pesadas de inteligência artificial e edição de vídeo.

 

Expectativas de Mercado e Lançamento

Por fim, a expectativa é que os primeiros notebooks equipados com a linha Ryzen AI Max+ cheguem às prateleiras ainda no primeiro trimestre de 2026. Além do modelo 392, a família contará com o poderoso 395 (16 núcleos) e versões voltadas para o mercado profissional.

Com esses lançamentos, a AMD não apenas desafia a Intel e sua futura linha Panther Lake, mas também cria uma nova categoria de hardware onde a distinção entre “desempenho de desktop” e “portabilidade de notebook” torna-se cada vez mais tênue. 

 

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