– AMD e Qualcomm estariam adotando memória SOCAMM em futuros produtos de IA
– O objetivo é aumentar largura de banda e eficiência energética
– A mudança pode transformar o design de hardware para IA
Segundo uma publicação do WCCFTech da última quinta-feira (29), AMD e Qualcomm estão avaliando a adoção de um novo tipo de memória em futuros produtos voltados à inteligência artificial (IA), em um momento em que aplicações de IA começam a expor um gargalo crítico com a limitação de memória disponível e acessível com baixa latência.
O movimento segue uma tendência iniciada pela NVIDIA, que foi a primeira grande empresa a apostar na SOCAMM, um padrão de memória desenvolvido para atuar como complemento às soluções tradicionais usadas em aceleradores de IA.
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Diferente de tecnologias como HBM, que oferecem altíssima largura de banda, mas são caras, difíceis de escalar e fisicamente integradas ao chip, a SOCAMM se baseia em LPDDR, um tipo de memória conhecido pelo baixo consumo energético.
O grande diferencial, no entanto, está no fato de que esses módulos não são soldados à placa-mãe, permitindo atualizações e maior flexibilidade de configuração, algo incomum no mundo de servidores e aceleradores de IA.
As vantagens da mudança

Vale destacar que a mudança traz dois benefícios claros: melhora o controle de energia diretamente onde ela é consumida e reduz a complexidade do design da placa, eliminando parte do circuito de alimentação. Com isso, os módulos poderiam operar em frequências mais altas com maior estabilidade, algo essencial para cargas de trabalho intensivas em IA.
Por fim, a NVIDIA já sinalizou que pretende avançar para uma segunda geração dessa tecnologia em futuros clusters de IA baseados na arquitetura Vera Rubin. Com AMD e Qualcomm explorando caminhos semelhantes, tudo indica que a SOCAMM pode deixar de ser uma solução exclusiva e se tornar parte do novo padrão de arquitetura para sistemas de IA de próxima geração.