– Empresas trocam farpas entre si
– Discussão recai sobre processadores portáteis
– Ambas estão presentes na CES 2026
A rivalidade entre AMD e Intel, que há décadas molda o cenário da computação, ganha um novo capítulo no crescente mercado de PCs portáteis para jogos. Após a Intel lançar provocações, nesta quinta-feira (08) sobre o uso de “silício antigo” nos APUs da série Z2 da AMD, durante a CES 2026, a empresa vermelha contra-atacou na sexta-feira (09).
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Ao alegar que os chips Panther Lake da Intel carregam “excesso de bagagem” para o uso em dispositivos portáteis, a AMD sugere falta de otimização na linha da Intel. Essa troca de farpas na CES 2026 destaca a intensa competição entre as duas empresas para conquistar um segmento de mercado cada vez mais lucrativo.
A Crítica da Intel e a Resposta da AMD
A Intel iniciou a disputa ao sugerir que os APUs da série Z2 da AMD, que alimentam dispositivos populares como o ASUS ROG Ally e o Lenovo Legion Go, utilizam uma arquitetura mais antiga, referindo-se à combinação de núcleos Zen 5 e Zen 5c.
Em resposta, Rahul Tikoo, vice-presidente sênior e gerente geral de negócios de clientes da AMD, defendeu a abordagem da empresa, argumentando que a arquitetura Panther Lake da Intel, embora poderosa, não é otimizada para o formato portátil.
Tikoo, então, enfatizou que dispositivos portáteis priorizam gráficos de alta performance e eficiência energética, em detrimento de um poder de computação excessivo e I/O (entrada/saída) que não seria totalmente aproveitado, características que ele atribui ao “excesso de bagagem” do Panther Lake.
Ou seja, a empresa sugere que a inclusão de E-cores (núcleos de eficiência) no Panther Lake, embora bons para eficiência, podem não ser ideais para o desempenho gráfico exigido em jogos portáteis, onde a otimização de cada componente é crucial.
O Desafio do Panther Lake no Segmento Portátil
Por outro lado, a Intel tem demonstrado confiança em sua arquitetura Panther Lake (Core Ultra Series 3). Destacando seu impressionante poder gráfico e otimizações que prometem melhorias significativas na duração da bateria e no desempenho em jogos.
Além disso, a empresa alega que os novos processadores Panther Lake podem oferecer um desempenho de jogo até 76% mais rápido em comparação com o AMD Ryzen AI 9 HX 370 em renderização nativa.
No entanto, a AMD contesta esses números, sugerindo que as comparações da Intel não são “justas”. Além de que a complexidade e o consumo de energia inerentes a uma arquitetura mais robusta podem ser um obstáculo para a adoção generalizada em dispositivos portáteis. No qual o espaço, o resfriamento e a vida útil da bateria são fatores críticos.
Por fim, essa disputa ressalta a importância estratégica do mercado de PCs portáteis para jogos, que continua a crescer rapidamente. Ambas as empresas estão investindo pesado para oferecer soluções que atendam às demandas específicas desse segmento, e a competição acirrada promete beneficiar os consumidores com inovações e opções cada vez mais poderosas e eficientes.
