– Kits DDR5 de 256 GB estão ultrapassando US$ 2.000
– disparada nos preços é reflexo da escassez de memória causada pelo boom de IA
– Para montagens de PC e upgrades, a RAM deixou de ser barata e abundante
Conforme publicado pelo WCCFTech na última segunda-feira (08), o mercado de hardware para PCs segue atravessando uma turbulência incomum, e os kits de memória RAM DDR5 com capacidades extremamente altas, como 256 GB, agora alcançam preços similares aos das GPUs de ponta.
Um exemplo emblemático é o lançamento recente da fabricante Asgard, que colocou à venda um kit de 256 GB DDR5 com etiqueta de preço superior a US$2.000.
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Para efeito de comparação, a RTX 5090, a GPU mais poderosa da atual geração da NVIDIA, tem preço sugerido a cerca de US$ 1.999. Ou seja: hoje, montar um PC com 256 GB de RAM e com uma GPU topo de linha representa um investimento monstruoso, e a relação custo-benefício de upgrades de memória fica seriamente comprometida.
Por que a RAM subiu tanto?

O salto brutal no preço da memória RAM não é fruto apenas de modismo, e há fatores estruturais por trás, tais como:
A forte demanda por memória e armazenamento em data centers e aplicações de inteligência artificial elevou o consumo de DRAM e NAND, reduzindo a oferta disponível para o mercado de consumo;
Para kits grandes (como 192 GB, 256 GB), a composição envolve vários módulos, e o custo de produção, testes e confiabilidade torna essas peças mais caras por natureza;
A volatilidade cambial e os custos logísticos globais agravam ainda mais o impacto de preços nas prateleiras, convertendo valores em dólar em cifras altas no mercado nacional.
Para onde vai o mercado de RAM?
Analistas do setor apontam que a escassez de memória e a alta demanda pela indústria de IA devem manter os preços elevados ao menos até meados de 2026–2027. Isso significa que kits de 256 GB ou 192 GB podem continuar com valores altos, e a RAM passa a ser tratada como recurso de nicho, quase de servidor, não mais como upgrade comum de PC gamer.
Para quem monta PCs de alto desempenho ou workstations, talvez compense migrar para memórias profissionais (ECC, RDIMM) ou esperar uma normalização do mercado. Já para o usuário comum, o ideal é focar nos upgrades realmente necessários (GPU, CPU, SSD) e deixar a memória para etapas futuras.