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– Ratos aprendem a andar e atirar em Doom II
– Tela curva e jatos de ar ajudam os ratos a perceber o jogo
– Pesquisa estuda aprendizado sem machucar os animais
Um experimento que treina ratos para interagir com Doom II avançou, e agora os animais também disparam dentro do jogo. De acordo com o portal internacional Tom’s Hardware, a nova etapa aumenta a interação no clássico FPS (First Person Shooter) e segue sem o uso de implantes ou qualquer método invasivo.
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A iniciativa é liderada pelo neuroengenheiro Viktor Tóth, que tem como objetivo estudar aprendizado, comportamento e adaptação a ambientes virtuais, e usou o clássico jogo da id Software para isso.

Em 2021, a primeira versão do experimento fazia com que os ratos apenas se movimentassem em um corredor do jogo. Os animais ficavam posicionados sobre uma bola que girava. Com isso, ao caminhar, o movimento era convertido em deslocamento no cenário do jogo. Assim, quando executavam a ação esperada, recebiam água adoçada como recompensa.
O que mudou agora
A nova fase aumenta essa interação. O projeto ganhou uma tela AMOLED curva, que aumenta o campo de visão do rato. Além disso, o sistema passou a usar pequenos jatos de ar no focinho.

Então, quando há colisão com paredes no jogo, a interação é ativada para indicar, de forma simples, que o animal esbarrou em algo. No entanto, a principal novidade é a adição de um mecanismo que funciona como gatilho. Ao ativar esse dispositivo, o rato executa o comando de tiro em Doom.
Testes em animais
Apesar de envolver animais, o experimento não utiliza implantes cerebrais nem qualquer tipo de procedimento invasivo. Todo o sistema funciona com sensores externos e mecanismos de rastreamento de movimento, que captam as ações físicas do rato e, consequentemente, as transformam em comandos dentro do jogo.
O aprendizado do animal acontece por meio de estímulos positivos, como recompensas controladas, sem aplicação de dor ou intervenções cirúrgicas.