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TSMC perde autorização para importações até 2025; entenda

Revogação pode acelerar a autossuficiência chinesa e favorecer players locais

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– A partir de 31 de dezembro de 2025, a TSMC perderá a autorização de “valid end user” (VEU) para sua fábrica de Nanjing, exigindo licença para cada exportação de equipamentos
– A planta de Nanjing representa cerca de 2–3% da receita da TSMC, impacto econômico contido, mas com forte peso político
– A medida se soma às retiradas de privilégios similares para Samsung, SK Hynix e Intel, restringindo o acesso chinês a tecnologia avançada americana

Conforme publicado pelo Tom’s Hardware na última terça-feira (02), o governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou a revogação da autorização especial de exportação (VEU — Validated End-User) que permitia à TSMC, maior fabricante de semicondutores por contrato do mundo, importar ferramentas de fabricação de chips para a unidade em Nanjing, China, sem precisar solicitar licenças individuais. A medida entrará em vigor em 31 de dezembro de 2025.

Com a revogação do VEU, cada carga destinada à planta, incluindo equipamentos críticos de litografia, gravação, monitoramento e deposição, passará a depender da aprovação específica do Departamento de Comércio dos EUA, o que tende a dificultar e atrasar entregas.

Apesar disso, a TSMC afirmou que está avaliando as consequências, mantendo diálogo com o governo estadunidense e reafirmou o compromisso de manter as operações de sua fábrica de Nanjing sem interrupções.

A planta de Nanjing é responsável por produzir chips em nós maduros, como 12 nm e 16 nm, utilizados em setores como automotivo, eletroeletrônicos e 5G, mas gera apenas 2,4% da receita total da TSMC. Comparativamente, a empresa concentra a maior parte de sua produção avançada em Taiwan e nos EUA.

Então qual o motivo para a revogação?

TSMC
Imagem: Reprodução/TSMC

A ação dos EUA faz parte de um movimento mais amplo de restrição tecnológica à China, refletindo um endurecimento nas políticas de exportação. Medidas similares já haviam sido aplicadas a Samsung, SK Hynix e Intel, cujas fábricas também tiveram seus privilégios suspensos. Esse contexto intensifica o controle americano sobre a transferência de tecnologia de ponta em semicondutores.

Por fim, analistas do Tom’s Hardware destacam que, embora o impacto financeiro direto à TSMC seja limitado, a medida tem grande simbolismo político e pode impulsionar ações da China para buscar autossuficiência tecnológica, inclusive favorecendo empresas domésticas como SMIC e HuaHong na produção de nós mais maduros.

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