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– Problema no SharePoint on‑premises comprometeu ~100 organizações, potencialmente milhares
– Ataque envolveu extração de chaves, backdoors e possível espionagem, com suspeita de grupos ligados à China
– Microsoft liberou patches emergenciais, mas especialistas alertam que corrigir não é suficiente
Conforme publicado pela Reuters hoje, terça-feira (22), um grave ataque cibernético atingiu o software SharePoint, da Microsoft, comprometendo cerca de 100 organizações globais, entre elas agências governamentais, universidades, empresas de energia e instituições financeiras, que utilizam versões autogerenciadas do serviço, distante da nuvem Microsoft 365.
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Na madrugada de 18 de julho, a empresa de segurança Eye Security identificou atividades irregulares em servidores on-premises do SharePoint, detectando exploração ativa de uma vulnerabilidade crítica, que permitia acesso externo e instalação de backdoors.
Em poucos dias, o ataque já atingia cerca de 100 servidores, com potencial de comprometer milhares mais, com estimativas de que 8.000 a 9.000 sistemas estejam expostos.
Suspeita de envolvimento chinês

O Google e outros pesquisadores identificaram padrões de comportamento ligados a grupos de hackers associados ao governo chinês, incluindo as denominações Linen Typhoon, Violet Typhoon e Storm‑2603. Apesar disso, até o momento, não houve declaração oficial de qualquer governo.
Hackers conseguiram extrair chaves criptográficas, comprometendo dados sensíveis, possibilitando espionagem, coleta de senhas e até execução lateral em sistemas associados (como Outlook, Teams e OneDrive). Há também relatos de possíveis “remoções” de arquivos públicos em agências governamentais.
Resposta da Microsoft e órgãos de segurança
A Microsoft emitiu, nos dias 19 e 21 de julho, patches emergenciais para SharePoint Server 2019 e edição Subscription, mas ainda trabalha para liberar correções para a versão 2016. Já a CISA, FBI e outras entidades focam em conter o ataque e orientar medidas de contenção, como desligar servidores da internet, renovar credenciais e realizar análises forenses.
Especialistas alertam, no entanto, que apenas aplicar o patch não elimina backdoors já instalados. A recomendação é assumir que houve brecha, isolar infraestruturas, revogar certificados e realizar varreduras completas.
Histórico e repercussão
Por fim, o incidente reacende críticas antigas à postura de segurança da Microsoft, após ataques em 2021 (Exchange) e em 2023 (emails de governo) atribuídos à China. Legisladores e agências questionam a dependência excessiva de engenheiros baseados na China e cobram revisão de protocolos de cibersegurança.