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– Microsoft ompra 4,9 milhões de tonelada de resíduos orgânicos por US$ 1,7 bi para captura de carbono
– Resíduos injetados a 1,5 km abaixo, evitando CO₂/CH₄ e contaminação
– Estratégia insere Microsoft em rota “carbon-negative”, compensando IA e emissões históricas
Conforme publicado pelo Windows Central na última segunda-feira (21), a Microsoft fechou um contrato de 12 anos com a startup norte-americana Vaulted Deep para comprar 4,9 milhões de toneladas métricas de resíduos orgânicos, incluindo estrume, esgoto humano e subprodutos agrícolas, com o objetivo de compensar as emissões de carbono dos data centers da marca alimentados por IA.
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O acordo prevê o congelamento desses resíduos injetados a 1 500 m de profundidade em cavernas salinas, impedindo a liberação de CO₂ e metano, gases de efeito estufa extremamente potentes. Com custo estimado de US$350 (R$1.945) por tonelada de CO₂ evitada, o contrato pode atingir US$ 1,7 bilhão (R$9,46 bilhões).
Por que usar excremento?

Os resíduos orgânicos liberam metano e CO₂ quando descartados em aterros ou espalhados no solo, contaminando águas subterrâneas com patógenos e substâncias como PFAS. O método da Vaulted Deep evita essa emissão, reaproveitando resíduos que seriam prejudiciais à saúde pública e ao meio ambiente.
Pressão da IA intensifica emissões
O consumo de energia das operações de IA fez com que as emissões da Microsoft escalassem drasticamente: apenas o uso de energia cresceu 168% desde 2020, segundo empresa. Os data centers demandam ainda enormes volumes de água para refrigeração, um desafio crescente conforme a IA escala.
A iniciativa integra a meta da Microsoft de se tornar negativa em carbono até 2030 e eliminar emissões históricas até 2050. A empresa já iniciou projetos similares, como o acordo com a AtmosClear para remover 6,75 mi de toneladas de CO₂.
Até o momento, o contrato com a Vaulted Deep é considerado o segundo maior compromisso do setor, atrás apenas do acordo anterior com a AtmosClear.