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– Fabricantes de PCs buscam memórias chinesas para conter aumentos de custos
– DRAM e NAND da China ganham espaço em modelos de entrada e corporativos
– Diversificação pressiona gigantes tradicionais e pode frear preços ao consumidor
De acordo com uma publicação do Tom’s Hardware da última quinta-feira (05), as fabricantes de PCs estão cada vez mais pressionados por uma combinação perigosa, envolvendo custos de produção em alta, margens apertadas e um consumidor que resiste a novos aumentos de preços.
Diante desse cenário, grandes montadoras e integradores passaram a olhar para um caminho até pouco tempo visto com cautela: a adoção de memórias produzidas por fabricantes chineses como alternativa às tradicionais fornecedoras globais.
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Historicamente, o mercado de DRAM e NAND é dominado por três gigantes: Samsung Electronics, SK Hynix e Micron. Essas empresas controlam a maior parte da produção mundial e, nos últimos anos, adotaram estratégias claras para conter excesso de oferta, reduzir estoques e sustentar preços. O efeito colateral disso é direto, com memória mais cara para quem fabrica PCs, notebooks e servidores.
China em foco

Com o custo de DRAM DDR5 e NAND Flash voltando a subir em ciclos sucessivos, fabricantes de PCs passaram a testar e homologar soluções vindas da China.
Empresas como ChangXin Memory Technologies (CXMT), focada em DRAM, e Yangtze Memory Technologies (YMTC), especializada em NAND, ganharam espaço nas mesas de negociação. As principais vantagem envolvem preços mais agressivos, contratos flexíveis e maior disposição para atender volumes médios.
Além do fator preço, há também uma questão estratégica. Muitos fabricantes querem reduzir a dependência de poucos fornecedores, especialmente em um contexto de tensões geopolíticas, restrições comerciais e incertezas logísticas.