– Plano original da Samsung de investir US$ 44 bi caiu para US$ 37 bi, mas pode subir acima de US$ 50 bi com novos pedidos
– Contratos grandes com Tesla (US$ 16,5 bi) e Apple justificam retomada do pacote avançado
– Instalação da planta em Taylor (Texas) está 91,8 % concluída; clean-room até o fim de 2025, produção em 2026.
De acordo com uma publicação do TrendForce de segunda-feira (11), a Samsung Electronics está revisitando e possivelmente ampliando o plano de investimento na planta fabril de Taylor, no Texas.
Originalmente, a empresa planejava investir US$44 bilhões (R$239 bilhões) na unidade de foundry, dedicada à fabricação de chips em processos avançados (4 nm e 2 nm), além de pacotes de empacotamento (packaging avançado) e centros de P&D.
No fim do ano passado, esse valor foi reduzido para US$37 bilhões (R$200 bilhões), após a exclusão dos US$7 bilhões (R$38 bilhões) destinados à instalação de embalagem por falta de clientes.
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No entanto, novas encomendas gigantescas de tecnologia, como um contrato de US$16,5 bilhões (R$90 bilhões) com a Tesla e uma recente encomenda de sensores de imagem para a Apple, reacenderam a necessidade dessa infraestrutura local, para evitar tarifas adicionais e oferecer serviços de produção “turnkey” (encontrados apenas nos EUA) integrando foundry, memória e empacotamento.
Investimento pode aumentar ainda mais
Com isso, a Samsung está considerando reativar esse investimento de US$7,2 bilhões (R$39 bilhões) para a área de packaging. Se confirmada, a aposta elevaria o total de gastos no complexo de Taylor para acima de US$50 bilhões (R$272 bilhões).
Em termos de cronograma, a construção da unidade Taylor Fab 1 está quase concluída (91,8% até o fim do primeiro trimestre), com previsão de término físico em outubro deste ano. A instalação deve se encerrar até o fim de 2025, seguida pelo início da montagem dos equipamentos de produção em 2026.
Se confirmada, a expansão pode tornar a Samsung a segunda maior foundry dos EUA, atrás apenas da TSMC. O tema também ganha relevância política, principalmente com o encontro entre Coreia do Sul e Estados Unidos agendado para 25 de agosto, no qual essas iniciativas deverão ganhar destaque como símbolos de cooperação industrial.
