Conforme publicado pela Reuters no último sábado (03), a NVIDIA está ajustando os planos para continuar operando no competitivo mercado chinês de inteligência artificial, mesmo sob as rigorosas restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos.
A empresa vem desenvolvendo versões modificadas de seus chips de IA, com foco específico no cumprimento dessas normas sem perder relevância entre gigantes chineses da tecnologia.
- RTX 5070 Super e RTX 5080 Super: Nvidia Pode Agitar o Mercado com Novos Modelos e Mais Memória
- NVIDIA é acusada de usar lagostas para contrabando de chips, entenda
Gigantes envolvidas

De acordo com fontes do setor, a verdinha já comunicou a empresas como Alibaba, ByteDance (dona do TikTok) e Tencent que está reformulando seus processadores de IA para evitar conflitos com as regulamentações norte-americanas.
As conversas teriam ocorrido durante a visita do CEO Jensen Huang à China em abril, logo após a imposição de novas restrições ao modelo H20, um dos poucos chips ainda permitidos para exportação.
Prejuízo bilionário
Com o bloqueio ao H20, a verdinha calcula que poderá enfrentar um impacto financeiro na casa dos US$5,5 bilhões, cerca de R$31,3 bilhões na cotação atual.
Em resposta, a empresa intensificou seus esforços para lançar alternativas viáveis para o mercado chinês, sem violar os limites legais impostos por Washington. Entre os planos está o desenvolvimento de um chip baseado na nova arquitetura Blackwell, projetado especificamente para atender às exigências locais.
No mais, a expectativa é que os primeiros protótipos desses chips adaptados estejam prontos já em junho, o que indica uma movimentação ágil da NVIDIA para minimizar perdas e garantir competitividade.