– A escassez global de chips de memória NAND está esgotando a produção disponível e empurrando preços de SSDs
– Grandes fabricantes, como Samsung e SanDisk, já dobraram ou planejam dobrar preços
– Situação pode persistir até 2027 ou além, forçando consumidores e empresas a adiar upgrades
Segundo uma publicação do WCCFTech do último domingo (25), a indústria global de memória está em meio a uma das fases mais turbulentas dos últimos anos. Uma nova onda de escassez de chips NAND, principal componente de SSDs, está elevando os preços de unidades de estado sólido em todo o mundo.
É importante entender que analistas e executivos do setor alertam que não há solução imediata à vista, com o problema potencialmente se estendendo até 2027 ou além.
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A mudança estrutural no mercado vem sendo impulsionada pela explosão da demanda por memória de alta velocidade e alta capacidade para aplicações de inteligência artificial (IA).
Data centers que suportam modelos generativos e cargas de trabalho pesadas têm consumido enormes volumes de NAND flash para armazenamento de dados, relegando a oferta disponível para o mercado de PCs e dispositivos de consumo a um segundo plano.
Fabricantes se pronunciam

De acordo com Shunsuke Nakato, diretor de negócios de memória da fabricante japonesa Kioxia, a produção total de NAND para 2026 já está “vendida” em contratos com grandes clientes, deixando pouco espaço para atender o mercado tradicional.
Com isso, produtos populares como SSDs de 1 TB, que anteriormente eram itens relativamente acessíveis em builds de PCs, estão sofrendo aumentos de preço significativos no varejo. Casos citados incluem o Corsair MP700 Pro XT subindo ~38%, o Samsung 990 Pro em ~83% e o WD SN700 acima de 130% em comparação aos preços anteriores.
No mais, a Phison, fabricante de controladores de SSDs, confirmou que os preços de NAND mais que dobraram nos últimos meses, e afirmou que praticamente toda a produção de chips flash para 2026 já foi alocada em contratos antecipados, reforçando a ideia de que a escassez não é temporária.
Sem luz no fim do túnel
Além disso, a combinação de demanda firme por parte de gigantes da tecnologia, firmes contratos antecipados e produção limitada nas fábricas está criando um cenário no qual o equilíbrio entre oferta e demanda pode demorar anos para se restabelecer. Isso pode significar que os gamers, entusiastas de PCs e produtores de conteúdo devem se preparar para pagar mais por SSDs por um longo período.
Por fim, especialistas apontam ainda que a maior parte da capacidade fabril está sendo realocada para produtos de alto valor agregado, como SSDs empresariais e aplicações específicas de IA, enquanto as memórias destinadas ao mercado de consumo ficam em segundo plano.