Pichau Arena
Uma Batalha de Informações

Intel Nova Lake-S: Rumor aponta 700W de consumo para variante de 52 núcleos

Próxima geração Core Ultra 400 deve elevar os limites de energia ao nível PL4, combinando 16 núcleos de performance e 32 de eficiência em uma arquitetura de dois tiles

0
Getting your Trinity Audio player ready...

A Intel parece estar disposta a levar o desempenho de seus processadores domésticos a patamares extremos com a futura linha “Nova Lake-S” (Core Ultra 400).

De acordo com novos detalhes técnicos compartilhados, nesta terça-feira (10) pelos conhecidos informantes Kopite7kimi e Jaykihn, a variante topo de linha da série K poderá atingir um pico de consumo superior a 700 watts em carga total.

Esse valor refere-se ao estágio PL4 (Power Level 4), o limite máximo absoluto de energia que o hardware pode sustentar por brevíssimos intervalos para evitar danos. Ou seja, se confirmado, o número representa mais do que o dobro do registrado na 13ª geração Raptor Lake.

Imagem: Reprodução/VideoCardz

 

Arquitetura massiva e o desafio térmico

O consumo exorbitante está diretamente ligado à nova configuração de núcleos da arquitetura Nova Lake-S. O modelo em questão deve apresentar uma estrutura de dois tiles (pastilhas), somando um total de 52 núcleos: 16 núcleos de performance (P-cores “Coyote Cove”), 32 núcleos de eficiência (E-cores “Arctic Wolf”) e 4 núcleos de baixo consumo (LP-E cores).

Para efeito de comparação, o atual Core Ultra 9 285K atinge picos de cerca de 490W em perfis extremos. Com o salto para 52 núcleos, a Intel busca não apenas liderar em produtividade multithread, mas também oferecer uma resposta robusta às soluções de cache empilhado da concorrência, possivelmente integrando até 144 MB de cache L3 nos modelos desbloqueados.[

Imagem: Reprodução/VideoCardz

No entanto, tamanha potência exige controles térmicos rigorosos. E os rumores indicam que a Intel manterá o limite de temperatura máxima (TJMax) em 100°C, com sensores capazes de reportar temperaturas negativas para soluções de resfriamento extremo.

Além disso, a nova plataforma LGA-1954 trará mudanças na forma como os núcleos são gerenciados: o processador poderá iniciar o sistema utilizando apenas os núcleos de eficiência, permitindo que dies inteiros de computação sejam desativados de forma independente.

Essa flexibilidade sugere um foco em eficiência para tarefas básicas, reservando a “força bruta” dos 700W apenas para os cenários mais exigentes.

 

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x