| Getting your Trinity Audio player ready... |
A Intel parece estar disposta a levar o desempenho de seus processadores domésticos a patamares extremos com a futura linha “Nova Lake-S” (Core Ultra 400).
De acordo com novos detalhes técnicos compartilhados, nesta terça-feira (10) pelos conhecidos informantes Kopite7kimi e Jaykihn, a variante topo de linha da série K poderá atingir um pico de consumo superior a 700 watts em carga total.
- NVIDIA prepara placa absurda para 2026: desempenho inédito
- CEO da NVIDIA assusta com declaração e promete revolução
Esse valor refere-se ao estágio PL4 (Power Level 4), o limite máximo absoluto de energia que o hardware pode sustentar por brevíssimos intervalos para evitar danos. Ou seja, se confirmado, o número representa mais do que o dobro do registrado na 13ª geração Raptor Lake.

Arquitetura massiva e o desafio térmico
O consumo exorbitante está diretamente ligado à nova configuração de núcleos da arquitetura Nova Lake-S. O modelo em questão deve apresentar uma estrutura de dois tiles (pastilhas), somando um total de 52 núcleos: 16 núcleos de performance (P-cores “Coyote Cove”), 32 núcleos de eficiência (E-cores “Arctic Wolf”) e 4 núcleos de baixo consumo (LP-E cores).
Para efeito de comparação, o atual Core Ultra 9 285K atinge picos de cerca de 490W em perfis extremos. Com o salto para 52 núcleos, a Intel busca não apenas liderar em produtividade multithread, mas também oferecer uma resposta robusta às soluções de cache empilhado da concorrência, possivelmente integrando até 144 MB de cache L3 nos modelos desbloqueados.[

No entanto, tamanha potência exige controles térmicos rigorosos. E os rumores indicam que a Intel manterá o limite de temperatura máxima (TJMax) em 100°C, com sensores capazes de reportar temperaturas negativas para soluções de resfriamento extremo.
Além disso, a nova plataforma LGA-1954 trará mudanças na forma como os núcleos são gerenciados: o processador poderá iniciar o sistema utilizando apenas os núcleos de eficiência, permitindo que dies inteiros de computação sejam desativados de forma independente.
Essa flexibilidade sugere um foco em eficiência para tarefas básicas, reservando a “força bruta” dos 700W apenas para os cenários mais exigentes.