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Intel elimina 1/4 dos funcionários e abandona projeto em 3 países

CEO da Intel na frente da corporação

Imagem: Reprodução/Intel

– Intel anuncia 24.000 demissões (cerca de 25% dos funcionários) até o fim de 2025
– Projetos cancelados ou suspensos na Alemanha, Polônia e Costa Rica, com operações realocadas para Vietnã e Malásia
– Medida visa cortar US$ 17 bilhões, após prejuízo de US$ 2,9 bilhões, e focar em investimentos estratégicos, incluindo IA e novos chips

Na última quinta-feira (24), The Verge publicou que a Intel revelou no relatório de resultados do segundo trimestre de 2025 que fará uma redução gigantesca no quadro de funcionários, planejando demitir cerca de 24.000 empregados até o fim do ano, reduzindo seu time de “core employees” de 99.500 para aproximadamente 75.000.

Essa decisão marca um corte de quase 25 % da força de trabalho, como parte de uma reestruturação liderada pelo novo CEO Lip‑Bu Tan, com o objetivo de tornar a companhia mais enxuta e financeiramente sustentável.

Paralelamente, a Intel anunciou que encerrará projetos gigantes na Alemanha e na Polônia, incluindo a construção de mega-fábricas que envolveriam investimentos de bilhões de euros e geração de milhares de empregos.

Além disso, a produção de montagem e testes em Costa Rica será transferida para os centros maiores localizados no Vietnã e Malásia, enquanto na Costa Rica devem permanecer aproximadamente 2.000 funcionários nas áreas de engenharia e funções administrativas.

EUA também são impactados

Imagem: Reprodução/Intel

Nos Estados Unidos, a Intel comunicou que irá reduzir o ritmo de construção de sua fábrica em Ohio, alinhando os investimentos ao crescimento real da demanda, mantendo, porém, a intenção de concluir o projeto conforme a evolução do mercado. O plano da empresa é economizar até US$ 17 bilhões (R$95 bilhões) ao longo do ano com cortes, estrutura enxuta e conglomerados mais integrados.

As medidas ocorrem em um momento delicado, visto que a Intel reportou prejuízo de US$ 2,9 bilhões (R$16,14 bilhões) no trimestre, mesmo com receita estável de US$12,9 bilhões (R$72 bilhões), e gastos de US$ 1,9 bilhão (R$10,5 bilhções) apenas com reposicionamento da equipe e reestruturação interna.

Segundo Tan, a empresa exagerou em expansões sem certificar demanda, colaborando para uma cadeia de produção inimaginavelmente fragmentada; agora, investimentos só serão aprovados mediante retorno claro e imediato. Mesmo com cortes, a empresa segue focada em sua transição para a inteligência artificial, prometendo lançar os processadores Panther Lake ainda em 2025 e o Nova Lake em 2026 como parte da recuperação tecnológica

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