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– Governo chinês proibiu empresas como Alibaba e ByteDance de comprarem o RTX Pro 6000D da NVIDIA
– Decisão visa reduzir dependência externa, apoiar chips locais e responde a pressões regulatórias e políticas
– Medida ameaça vendas da NVIDIA e força empresas chinesas a migrar para soluções domésticas de IA
Segundo uma publicação da Reuters desta quarta-feira (17), o governo da China decidiu dar um novo passo no campo da inteligência artificial (IA) e ordenou que grandes empresas de tecnologia, incluindo nomes de peso como Alibaba e ByteDance, suspendam imediatamente a compra e os testes de aceleradores de IA da NVIDIA.
A decisão, atribuída à Cyberspace Administration of China (CAC), atinge diretamente o RTX Pro 6000D, chip lançado recentemente pela fabricante norte-americana para atender especificamente o mercado chinês, após restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos a produtos de alto desempenho.
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De acordo com os relatos publicados, a orientação não deixa margem para dúvidas: companhias chinesas devem cancelar pedidos existentes e interromper qualquer avaliação em andamento dos processadores da verdinha.
O movimento é visto como uma forma clara de Pequim reforçar sua política de autossuficiência tecnológica e reduzir a dependência de chips estrangeiros, especialmente num setor estratégico como o de inteligência artificial.
E agora, NVIDIA?

O RTX Pro 6000D, adaptado para escapar das barreiras impostas por Washington, foi apresentado em julho de 2025 como uma alternativa de alto desempenho para data centers e aplicações corporativas dentro da China.
No entanto, a identidade como produto NVIDIA parece ter se tornado um obstáculo. Autoridades chinesas vêm sinalizando que os aceleradores locais, produzidos por empresas como Huawei e Cambricon, já são capazes de oferecer desempenho competitivo, abrindo espaço para uma substituição forçada.
Além da busca por independência tecnológica, a medida também estaria ligada a preocupações regulatórias. A NVIDIA enfrenta investigações por suposta violação de regras antitruste na China, e há ainda receios de segurança envolvendo o uso de hardware estrangeiro em setores sensíveis. Com isso, a proibição também serve como instrumento político e econômico, pressionando as gigantes locais a migrar para fornecedores nacionais.