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Demissões na Intel podem quintuplicar em relação ao previsto: entenda os motivos

Novo CEO anuncia corte de até 20% na força de trabalho dos EUA

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– Demissões da Intel nos EUA somam quase 4.000 vagas, sendo 2.392 apenas em Oregon, cinco vezes mais que o inicialmente anunciado
– Nova liderança adotou cortes profundos para reduzir custos numa tentativa de resgatar a competitividade
– Unidades na Europa e Oriente Médio também sofrem reduções

Conforme publicado pelo TrendForce hoje, quinta-feira (14), a Intel anunciou uma nova onda de demissões que pode superar em até cinco vezes o número inicialmente divulgado, atingindo cerca de 2.400 cortes apenas em Oregon, dentro de um total previsto de quase mais 4.000 desligamentos nos EUA até meados de julho.

Vale lembrar que a azulzinha notificou autoridades de Oregon (via WARN) de que cortaria inicialmente “mais de 500 empregos”, mas este número foi reajustado para 2.392 demissões, que representa um aumento de quase 5 vezes em relação ao esperado.

Os cortes fazem parte de uma iniciativa de reorganização mais ampla, que deve afetar até 4.000 funcionários entre Oregon, Califórnia, Arizona e Texas até o meio de julho.

Em Oregon, estado onde a Intel é o maior empregador privado, o impacto será gigante, com somente um campus registrando cortes em mais de 1.500 vagas, com a maior parte sendo entre técnicos e engenheiros.

Motivações e estratégia corporativa

Intel
Imagem: Reprodução/Intel

Sob gestão do novo CEO Lip‑Bu Tan, empossado em março de 2025, a Intel busca equilibrar as finanças com a expectativa de economizar US$500 milhões (R$2.8 trilhões) neste ano e mais US$1 bilhão em 2026. Tan reconheceu internamente que a empresa não figura mais entre as 10 maiores fabricantes de semicondutores, além de admitir que a Intel já “perdeu a corrida da IA”.

O foco estratégico agora se volta para áreas como Edge AI e automação de produção, refletindo uma mudança operacional profunda e a busca por maior agilidade frente à concorrência.

Repercussão regional e global

Além dos cortes nos EUA, a reestruturação também atinge unidades fora do país, como fábricas na Irlanda e em Israel, com demissões que variam de 4% nas primeiras a até 200 funcionários em Kiryat Gat. Já em Santa Clara, mesma região do Vale do Silício, 584 vagas serão fechadas apenas em julho.

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