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Coreia do Sul quer salvar consumidores pobres da crise de RAM

Governo promete fiscalização rígida para evitar abusos no mercado

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– Coreia do Sul quer reutilizar PCs descartados pelo setor público
– O plano inclui internet básica após o fim da franquia e fiscalização contra práticas abusivas no mercado
– Crise de RAM é alimentada pela demanda de IA, que reduz a oferta de memória

De acordo com uma publicação do Tom’s Hardware desta quinta-feira (09), a Coreia do Sul prepara uma resposta social e regulatória para reduzir o impacto da crise global das memórias sobre consumidores de baixa renda.

Em meio à disparada dos preços de DRAM e NAND, o governo quer ampliar o reaproveitamento de computadores usados por órgãos públicos, reforçar subsídios para famílias vulneráveis e até revisar planos de internet para garantir acesso mínimo à rede.

Como a Coreia quer fazer isso?

Samsung
Imagem: Reprodução/Samsung

Segundo relatos da imprensa sul-coreana, o país descartou 22 mil computadores no último ano, e mais da metade ainda poderia ser reutilizada ou recuperada para tarefas básicas.

A ideia agora é redirecionar mais desses PCs para grupos vulneráveis e ampliar o programa de auxílio em dinheiro para lares de baixa renda com estudantes que precisam comprar computador.

O governo também estuda, junto às três maiores operadoras do país, uma reformulação dos planos de dados para manter conexão básica de até 400 Kbps mesmo após o usuário atingir a franquia, numa tentativa de preservar o chamado “direito básico à comunicação“.

Paralelamente, autoridades prometeram monitorar os mercados de DRAM, PCs e notebooks para coibir práticas injustas, com inspeções conduzidas pelo Ministério do Comércio, Indústria e Energia e pela Fair Trade Commission.

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