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AMD retorna à China em reviravolta de R$4.5 bilhões: entenda

Licenças dos EUA permitem que MI308 chegue à China em breve

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Conforme publicado pelo Tom’s Hardware hoje, quinta-feira (15), a AMD anunciou que voltará em breve a exportar a GPU MI308 para a China, depois de obter sinal verde do Departamento de Comércio dos EUA.

A restrição, imposta nos últimos meses por medidas de controle tecnológico, resultou em cerca de US$800 milhões (R$4.5 bilhões) em prejuízos financeiros e estoque desvalorizado, mas a recente decisão de permitir essa retomada abre caminho para recuperar o tempo perdido e expandir a presença da marca em um mercado cada vez mais crucial.

A MI308 foi projetada para o mercado chinês como versão adaptada dos seus chips de IA da vermelhinha, sendo menos poderosa que a família principal, mas ainda compatível com as exigências de exportação. A liberação das licenças, que está em processo de aprovação oficial, deve viabilizar novas remessas logo após os trâmites finais serem concluídos, conforme confirmaram fontes da AMD.

Mercado reage imediatamente

AMD
Imagem Reprodução/AMD

Com o anúncio, as ações da AMD reagiram de forma positiva, subindo cerca de 7% nas negociações recentes, refletindo o alívio dos investidores. O momento coincide com uma decisão similar da NVIDIA, que já recebeu autorização para retomar a venda da GPU H20, também voltada à inteligência artificial, impulsionando as ações em cerca de 4%.

Apesar de os modelos MI308 e H20 não corresponderem ao desempenho máximo de IA, ambos são estratégicos para cumprir com as normas de exportação dos EUA, mantendo acesso ao segundo maior mercado de tecnologia global. A retomada das vendas sinaliza a possível entrada da AMD em uma nova fase de competição com a Huawei e outras empresas de IA domésticas chinesas.

Fim das sanções?

No mais, o movimento também mostra uma flexibilização gradual das tensões entre EUA e China no setor de semicondutores. A expectativa é que, além da MI308, outros chips atendam à demanda chinesa nos próximos meses, com crescimento de até US$15–20 bilhões (R$84-111 bilhões) em receitas combinadas para AMD e NVIDIA.

Por fim, para a vermelhinha, retomar o mercado chinês representa uma oportunidade de transformar o prejuízo acumulado em ganhos futuros. Já a reação positiva dos investidores reforça que o mercado vê esse retorno como um passo importante para o crescimento sustentável da empresa.

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