– Contract prices de NAND e DRAM subiram 15-20% no Q4 de 2025 devido a forte demanda ligada à IA e às compras antecipadas de nuvem
– Micron suspendeu cotações, SanDisk já reajustou preços em ~10%, e oferta de memórias mais antigas como DDR4 está escassa
– Analistas preveem que escassez pode se agravar até 2026, com pressão nos preços finais de SSDs, servidores e produtos que dependem dessas memórias
De acordo com uma publicação do Tom’s Hardware de quarta-feira (17), os preços de chips de memória NAND e DRAM têm apresentado uma elevação de cerca de 15% a 20% nos contratos para o quarto trimestre de 2025, numa quebra clara do padrão sazonal em que os valores costumam recuar nessa época do ano.
A disparada é atribuída principalmente à forte demanda impulsionada pela expansão da infraestrutura de Inteligência Artificial (IA) e pelas compras agressivas de provedores de nuvem (cloud service providers) que buscam garantir capacidade à medida que novos projetos se multiplicam.
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Fabricantes importantes como a Micron interromperam temporariamente as cotações de DRAM e NAND, alegando que as previsões de demanda dos clientes superaram o que podem suprir com tranquilidade. Ao mesmo tempo, empresas como a SanDisk já aplicaram reajustes de cerca de 10% nos preços de NAND, sinalizando que esse movimento de alta está se espalhando.
Demanda não é o único problema
A escassez no fornecimento não é apenas resultado de um surto de demanda, mas também decorre de realocações de capacidade dentro das fábricas. Várias fábricas estão priorizando DRAM para servidores ou HBM (High Bandwidth Memory) usados em aceleradores de IA, em vez de memória para PCs ou dispositivos móveis, o que estreita a oferta dos tipos mais tradicionais.
Plataformas de armazenamento estão sendo pressionadas, e há sinais de que o estoque para certas memórias mais antigas, como DDR4, está baixo, o que impulsiona compradores a anteciparem pedidos.
Por fim, é importante destacar que a tendência de alta está gerando impactos em várias frentes, como fabricantes de SSDs, montadoras de PCs, empresas que dependem de grandes volumes de memória para IA/inferência, dispositivos móveis e até aplicações automotivas. Analistas alertam que, se essa escassez persistir em 2026, podemos ver aumentos ainda maiores ou um aperto ainda maior na cadeia de fornecimento.
