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– Music 2000 levou produção musical ao PlayStation em 1999
– O software permitia criar músicas sem estúdio
– O PS1 facilitou o acesso à produção musical
O PlayStation ficou conhecido mundialmente pelos jogos que marcaram gerações, mas o que muitos não sabem é que a influência ultrapassou os games. Em uma época em que produzir música exigia estúdios caros e equipamentos profissionais, o console da Sony era uma porta de entrada para a criação musical.
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Nesse cenário surgiu o Music 2000, um software de sequenciamento musical lançado em 1999 para PlayStation (PS1) e PC, desenvolvido pela Jester Interactive e publicado pela Codemasters. À primeira vista, era bem diferente do tradicional console. Isso porque não tinha fases ou objetivos. Era apenas um estúdio virtual, para ser acessado pelo controle do videogame.
A proposta era ao invés de jogar, o usuário organizava sons em uma grade, montava batidas, ajustava camadas e construía faixas. O sistema contava com 24 canais de áudio, editor em piano roll e uma série de efeitos aplicáveis a cada trilha. A biblioteca interna contava também com uma lista de samples.
O software também aceitava a importação de sons a partir de CDs. No total, eram mais de 3.000 samples disponíveis e até 999 faixas em um mesmo projeto.
Barreira menor para criar música
Custando cerca de US$ 300 no lançamento, o console chegou a muitas casas que não tinham acesso a estúdio ou equipamentos de música. Em 1999, quando fazer música no computador ainda era caro e complicado, o Music 2000 levou esse processo para dentro de um videogame comum.

Com isso, nomes do começo do grime britânico, como Skepta e JME, são ligados a esse tipo de ferramenta nos primeiros passos na produção musical. O Music 2000 abriu muitas portas e também ajudou a criar música quando isso ainda era difícil.