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– Gooseman comenta a longevidade do jogo
– Sugere mudança no sistema de armas
– Compara Counter-Strikr com Call of Duty
Com 27 anos de história, Counter-Strike (CS) continua entre os FPS mais populares do mundo e ainda levanta a mesma discussão: o que mantém a franquia relevante por tanto tempo e o que ainda pode mudar no futuro.
Em entrevista concedida nesta quinta-feira (7) a um veículo internacional especializado, Minh “Gooseman” Le, co-criador do Counter-Strike, comentou justamente sobre esses pontos, a força da franquia, o papel do CS2 e comparações com outros jogos do gênero.
Mesmo com anos de mercado e presença consolidada nos esports, o CS segue funcionando dentro da sua própria base. Ainda assim, mudanças pontuais poderiam trazer novas dinâmicas ao jogo. Para o co-fundador, a principal alteração estaria no sistema de armamentos.
“Seria interessante ter um sistema em que, se você comprar armas demais, elas fiquem sem estoque”, diz Gooseman. “Se uma equipe comprar AK-47s durante toda a partida, ela só poderá comprar, no máximo, 20 AK-47s. Se comprarem demais, terão que comprar armas como o Galil, e coisas do tipo”, opinou Gooseman.

CS perdeu espaço para outros FPS?
Outro tema levantado foi a sensação de que a franquia pode ter ficado parada no tempo ou mais conservadora ao longo dos anos. De acordo com Gooseman, essa postura da Valve acabou abrindo espaço para que outros jogos de tiro avançassem em áreas em que o CS2 não se destaca tanto.
“A forma como eles se animam, o som que produzem, a sensação que transmitem. Pessoalmente, gosto mais da sensação deles do que de Counter-Strike. Para alguém que gosta da sensação de atirar com armas, eu diria que Call of Duty é mais satisfatório”, disse.

“Eles estão meio presos em 2000 e não querem mudar a forma como animam os personagens”, diz Gooseman. “Quando você joga Call of Duty , percebe que a tela treme bastante ao atirar, mas eles não querem fazer isso com Counter-Strike , porque seria ruim para o cenário de esports. Então, eles querem manter o jogo muito mais limpo e acessível para novos jogadores”, completou o co-fundador.
Atualmente, a franquia está em na versão mais recente, o Counter-Strike 2, após ter passado por diferentes fases ao longo da história, como o Counter-Strike 1.6 e o Global Offensive. Mesmo com mais de duas décadas no mercado e poucas mudanças mais profundas, o jogo ainda registra uma média de mais de 1 milhão de jogadores ativos mensais na Steam.