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Call of Duty precisa mudar? Ex-diretor opina sobre estrutura da franquia

Greg Reisdorf analisa modelo anual, futuro no esports e compara com Counter-Strike

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– Ex-diretor comenta modelo anual de Call of Duty no competitivo
– Greg Reisdorf opina sobre franquia nos eSports
– Counter-Strike surge como exemplo

O futuro de Call of Duty entrou em pauta após uma entrevista de Greg Reisdorf à Hellcase.  O ex-diretor criativo de multiplayer opinou sobre a estrutura da franquia no cenário competitivo, comparou o jogo com outros títulos populares e analisou a franquia a longa prazo.

Um dos pontos levantados na entrevista para a Hellcase foi o impacto do ciclo anual de lançamentos de Call of Duty. Diferente de Counter-Strike, que mantém uma base ao longo dos anos, a série da Activision tem lançamentos muito mais frequentes.

De acordo com Greg, a ideia é criar um versão mais duradoura e focada exclusivamente no competitivo, que já surgiu em discussões internas, mas nunca se consolidou.

“Tenho certeza de que isso foi discutido em algum momento. Sempre surgia durante o desenvolvimento: por que estamos fazendo isso repetidamente? É sempre um tema de conversa com os jogadores e dentro das equipes de desenvolvimento, porque você está refazendo tudo várias vezes”, afirmou

Call of Duty: Black Ops 7
Imagem: Reprodução/Actvision

“Você não passa muito tempo e centenas ou milhares de horas ficando bom em algo para que isso seja removido e alterado no dia seguinte e ter que refazer tudo de novo. Não é como ser um grande atleta profissional. Você domina essas habilidades ao longo da vida, e domina o uso do controle e tudo mais, mas não exatamente as regras do jogo, porque as regras do jogo mudam todo ano ou até a cada temporada”, completou Greg Reisdorf.

Modelo anual e monetização

Imagem: Reprodução/Steam

Além disso, o ex-diretor também falou sobre o futuro da franquia após a recepção dividida de novos títulos, como Call of Duty: Black Ops 7. De acordo com Greg, revisitar o formato atual pode trazer benefícios tanto para jogadores quanto para o ecossistema competitivo, mas existe o problema do modelo financeiro.

Acho que há muitas vantagens em fazer isso. Certamente já foi tentado ao longo dos anos. Uma das coisas que dificultou isso é o lançamento anual. Do ponto de vista financeiro, eles certamente vão insistir no lançamento anual, porque você quer garantir essa receita todos os anos. Mas acho que pode ter havido alguma esperança de que Warzone conseguisse fazer isso e manter essa consistência ao longo dos anos”, opinou.

A discussão também levou a comparações com jogos como Counter-Strike 2 e Counter-Strike: Global Offensive. Segundo Greg, um sistema de skins e o mercado ativo ajudam a sustentar o jogo e manter a comunidade e um ecossistema ativo.

Sim, é um ótimo modelo também para a comunidade, dentro do mercado da comunidade na Steam, onde as pessoas podem negociar esses itens. É exatamente nisso que baseei minha nova empresa: na ideia de que você pode construir sua comunidade com ela engajada, onde as pessoas podem trabalhar dentro disso e construir carreiras em torno disso, o que não dá para fazer dentro do mercado da Steam, porque você não consegue retirar esse dinheiro”

Call of Duty: Black Ops 7 

O último lançamento da franquia foi Call of Duty: Black Ops 7, lançado em novembro de 2025. O título é ambientado no ano de 2035, em um cenário global em colapso, após os acontecimentos vistos em Black Ops 2 e Black Ops 6. O protagonista da vez será David Mason, personagem já conhecido pelos fãs da franquia, que agora lidera sua equipe contra um inimigo misterioso e manipulador.

O jogo está disponível para PC, Xbox Series X|S, Xbox One, PlayStation 5 e PlayStation 4.

 

 

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