O Pichau Arena 2026 recebeu diversos cosplayers durante o evento realizado em Joinville, Santa Catarina e, entre eles estava Leticia Peters, conhecida no mundo artístico como Maga Sayumi.
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Aos 26 anos, a cosplayer já acumula cerca de 15 anos de experiência no hobby e aproveitou o evento para apresentar uma caracterização de Avacyn, a Purificadora, de Magic: The Gathering.
Além do cosplay, Maga também possui uma relação de longa data com o card game da Wizards of the Coast. Segundo ela, começou a jogar Magic em 2016, mas passou a ter uma relação mais frequente com o jogo há cerca de cinco anos, durante a pandemia. Na época, ela e amigos passaram a se reunir para partidas Commander, respeitando as medidas de segurança.
“Eu jogo Magic já há cinco anos. Eu comecei a jogar em 2016, há dez anos atrás, porém mais efetivamente faz cinco anos que jogo. Durante a pandemia, a gente pegava, se reunia de vez em quando e jogava mesão com quatro pessoas.”

RELAÇÃO DE 15 ANOS COM O COSPLAY
A relação de Maga Sayumi com o cosplay começou em 2011. Desde então, ela passou por diferentes eventos e personagens, construindo uma trajetória de aproximadamente 15 anos na atividade.
Apesar da experiência, o cosplay ainda é tratado por ela como um hobby. Durante a semana, Maga trabalha em regime CLT com desenvolvimento de software e, paralelamente, cursa Engenharia Elétrica. A rotina, no entanto, não a impede de continuar produzindo os trajes e itens necessários.
Por trabalhar em home office, a cosplayer consegue aproveitar pequenos intervalos durante o expediente para desenvolver os projetos. Além disso, os conhecimentos adquiridos na faculdade também ajudam na parte mecânica das caracterizações.
“Eu trabalho todos os dias, de forma CLT, no horário comercial, e aí nos finais de semana eu faço cosplay. Como eu trabalho em home office, eu tenho um pouquinho de tempo a ser conciliado. Então, tem ali o intervalo do almoço, um intervalinho à tarde, para, faz alguma coisinha e segue o trabalho.”

ESTRUTURA DO PICHAU ARENA 2026
Natural de Joinville, Maga também aproveitou a passagem pelo Pichau Arena 2026 para destacar a estrutura disponibilizada aos cosplayers. De acordo com ela, encontrar um espaço adequado para se preparar antes das apresentações nem sempre é uma tarefa fácil em eventos.
Na avaliação da cosplayer, a estrutura oferecida foi um dos pontos positivos, principalmente pela existência de um espaço destinado à preparação.
“É uma estrutura incrível, porque tem muito evento em que a gente não consegue nenhum lugar para se arrumar. A gente se arruma num cantinho mesmo do chão, às vezes no banheiro, coisa do tipo. Então, aqui a gente tem uma boa estrutura para fazer a montagem, para se preparar e depois efetivamente subir ao palco.”
PALCO EMBORRACHADO AUXILIA NA SEGURANÇA
Outro detalhe que chamou a atenção da cosplayer foi o piso do palco. Maga explicou que existem diferenças entre apresentações e desfiles de cosplay, e que o tipo de piso pode influenciar diretamente a performance.
Para desfiles, um palco emborrachado oferece maior segurança e reduz as chances de escorregões. Já em apresentações que envolvem movimentos específicos, como deslizes e algumas piruetas, o material pode exigir uma adaptação por parte do cosplayer.
“Existem dois mundos: o mundo de desfile e o mundo de apresentação. O mundo de desfile, o palco emborrachado é perfeito em 100% dos casos. Da apresentação depende, porque tu pode ser um personagem que tu quer deslizar por algum motivo no palco.”

COMUNIDADE E ENCONTROS
A presença em eventos também proporciona aos cosplayers a oportunidade de reencontrar pessoas conhecidas e conhecer novos integrantes da comunidade. Maga conta que, apesar de não ter conseguido circular tanto pelo Pichau Arena 2026, encontrou alguns dos cosplayers que já conhece do circuito de concursos.
A rotina de preparação também contribui para isso, já que boa parte do tempo dos participantes é dedicada à montagem, ajustes e utilização das caracterizações.
“Eu cheguei e fui direto já para essa área do cosplay, porque a gente fica muito voltado para isso o dia inteiro. É o tempo de se vestir, o tempo de tirar e fica nisso o tempo todo.”
Mesmo assim, o evento também permitiu que ela encontrasse pessoalmente pessoas que conhecia apenas pelas redes sociais, fortalecendo a interação dentro da comunidade de cosplay.


