De pai para filho: a história de Papai Thoi no Ragnarök

No Brasil, o segundo domingo de agosto é marcado pelo Dia dos Pais. Para Arthur Di Giorge Finati, de 34 anos, ser pai também significa abrir espaço para o filho no mesmo jogo que faz parte da própria vida desde os 12. Hoje conhecido como Papai Thoi, o criador de conteúdo começou na Lan House e, mais de 20 anos depois, tem Fernando, de três anos, como companhia nas partidas de Ragnarök.

Três anos é, justamente, a idade do seu filho, Fernando, que com o tempo virou um verdadeiro parceiro das sessões de Ragnarök Online.

“Meu filho é meu companheiro, ele sempre participa de tudo que eu faço, e não teve jeito, ele me vê jogando, sabe que é o joguinho e já pede pra jogar”, conta Papai Thoi.

Antes do Papai Thoi, veio Arthur

Antes de Fernando, porém, existia apenas Arthur. E antes de Papai Thoi, havia um garoto de 12 anos. A relação com Ragnarök Online começou em 2004, pouco depois da chegada do jogo ao Brasil. Na época, o acesso era bem diferente. Não havia computador gamer montado em casa esperando pelo jogador. Para Arthur, a porta de entrada para Rune Midgard ficava em uma Lan House próxima de onde morava.

“Eu era uma criança ainda, tinha 12 anos e eu frequentava a Lan House perto da minha casa, lembro que vi um cara mais velho jogando de Kina, e ter um personagem de classe 2 era o máximo na época”, diz. A partir daí, Arthur relata que ficou encantado com o jogo e começou a jogar de espadachim.

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Imagem: Reprodução/Papoi Thoi

No entanto, duas décadas se passaram e a Lan House ficou para trás. O computador passou a estar dentro de casa, assim como a rotina de adulto, marido e pai. No meio dela, Ragnarök Online continuou e também ganhou um personagem que não nasceu dentro do jogo.

“Meu personagem favorito dos super-heróis é o Thor. Aqui em casa a gente tem superpoderes, então o meu é o do Thor, o da minha esposa é o da Mulher Hulk e o do Fernandinho é o Homem-Aranha. Como ele ainda é muito novo, tem dificuldade em falar a letra R, então ele me chama de Papai Thoi. Como é uma coisa nossa, e me traz para o lado imaginário, achei que seria legal criar um universo onde o Thoi fosse uma pessoa ‘real’”, explica.

O primeiro contato de Fernando com Ragnarök

Arthur revela que o filho ainda não tem idade para conseguir jogar por Rune Midgard. Mesmo assim, já encontrou uma maneira própria de participar das partidas do pai. O garoto acompanha tudo e também criou a própria versão do mundo que vê na tela.

“Ele tem 3 aninhos, mas já é doido pra jogar! Vem aqui no meu colo e já começa a mexer no teclado”, conta Arthur. “Ainda brinco com ele fingindo que está jogando pra ele já ir sentindo a energia do Ragzinho”, completa.

O jogo e a rotina

A gameplay, por enquanto, acontece nos intervalos possíveis. A rotina da família começa quando Arthur volta do trabalho, normalmente por volta das 19h. Depois faz tarefas da casa, o banho e o jantar. Quando o filho dorme, o pai encontra o espaço para voltar ao jogo e também criar conteúdo para o próprio canal.

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Imagem: Reprodução/Papoi Thoi

Quando tenta explicar por que ainda volta a Ragnarök depois de tantos anos, Arthur fala sobre como o jogo acabou virando uma espécie de registro da própria vida.

“Eu comecei com 12 anos, hoje estou com 34. Vivi minha infância, adolescência, a fase adulta e agora a fase de pai. Ali vivo um misto de sensações, um lugar meu onde posso sentir todas as fases da vida juntas”, afirma.

Atravessando gerações

Ragnarök acompanhou Arthur por mais de 20 anos. Agora, começa a fazer parte também da infância do filho. E para Arthur, é esse tipo de troca que dá outro sentido ao hobby. O jogo continua sendo um momento de lazer, mas também virou uma forma de dividir com Fernando algo que o acompanha desde os 12 anos.

 

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